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Ex-presidente do BRB cita presidente do União Brasil em conversa com Daniel Vorcaro

Mensagens analisadas pela PF e CPI indicam articulações durante venda do Banco Master.

Uma troca de mensagens entre o então presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o banqueiro Daniel Vorcaro menciona uma reunião com Antônio Rueda durante negociações envolvendo a venda do Banco Master. O conteúdo foi extraído do celular de Vorcaro e analisado pela Polícia Federal e pela CPI do INSS, no contexto de apurações sobre operações financeiras do banco privado.

Segundo as investigações, Vorcaro mantinha registros de conversas consideradas estratégicas, incluindo capturas de tela. Em uma das mensagens, Paulo Henrique Costa afirma que havia conversado com Antônio Rueda e que o dirigente teria interesse em falar com o banqueiro. No diálogo, o então presidente do BRB também declara lealdade ao interlocutor, recebendo resposta no mesmo sentido.

Foto: Reprodução/InstagramPosse de Antônio Rueda e de ACM Neto como presidente e vice-presidente do União Brasil
Posse de Antônio Rueda e de ACM Neto como presidente e vice-presidente do União Brasil

A defesa de Paulo Henrique Costa informou que as mensagens fazem parte de relações institucionais e que todas as decisões foram submetidas às instâncias de governança do banco. Já Antônio Rueda declarou que não comenta diálogos privados e negou qualquer relação com Vorcaro além de contatos sociais. A defesa do banqueiro não apresentou manifestação até o momento.

Documentos analisados pela CPI também apontam que Rueda e o senador Ciro Nogueira teriam utilizado um helicóptero ligado a Vorcaro. A informação consta em um e-mail da empresa PrimeYou, que gerenciava aeronaves e teve o banqueiro como sócio. O registro menciona voos realizados em São Paulo durante o fim de semana do Grande Prêmio de Fórmula 1.

À época das mensagens, o BRB negociava a compra de 58% do Banco Master por cerca de R$ 2 bilhões, operação posteriormente barrada pelo Banco Central. Investigações apontam ainda que o banco público adquiriu carteiras de crédito consideradas fictícias, em transações que podem ter alcançado R$ 12,2 bilhões. Em depoimentos ao Supremo Tribunal Federal, Vorcaro e Costa negaram irregularidades e apresentaram versões divergentes sobre os ativos.

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