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INSS suspende consignados do C6 Bank após CGU identificar cobranças irregulares

Auditoria encontrou 320 mil contratos com cobranças indevidas e determinou restituição.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou a suspensão, a partir desta terça-feira (17), de novos registros de empréstimos consignados vinculados ao C6 Bank. A medida foi adotada após auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) identificar cerca de 320 mil contratos com cobranças consideradas irregulares. Segundo o órgão, a suspensão permanece até que os valores sejam devolvidos aos beneficiários.

De acordo com o relatório da CGU, foram encontrados descontos relacionados a pacotes de serviços e seguros embutidos nos contratos, prática classificada como de elevada gravidade. O INSS informou que a decisão busca interromper novas operações até que haja correção das irregularidades apontadas. A medida atinge diretamente aposentados e pensionistas que utilizam o crédito consignado como forma de financiamento.

Foto: CGU/Governo FederalControladoria-Geral da União (CGU)
Controladoria-Geral da União (CGU)

Em resposta, o C6 Bank afirmou à CNN Brasil que não cometeu irregularidades e indicou que pretende recorrer à Justiça para tentar reverter a suspensão. A instituição não detalhou prazos, mas sinalizou que irá contestar os resultados da auditoria e as medidas adotadas pelo INSS. O caso ocorre em um momento de maior atenção sobre operações envolvendo descontos em benefícios previdenciários.

O cenário também envolve investigações conduzidas no Congresso Nacional. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS tenta prorrogar seus trabalhos e busca apurar possíveis ligações entre fraudes em descontos associativos e outros casos, incluindo suspeitas relacionadas ao Banco Master. As apurações tiveram início após uma série de denúncias envolvendo prejuízos a aposentados.

As investigações chegaram ao Executivo em dezembro de 2025, com a prisão do então secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal. Ele teria sido citado em uma planilha atribuída a Antônio Carlos Camilo Antunes. O senador Weverton Rocha foi alvo de busca e apreensão. No mesmo contexto, a CPMI aprovou a quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, decisão posteriormente suspensa pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, sob o argumento de irregularidade na forma de votação.

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