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Deputado reúne 175 assinaturas para pedido de prisão domiciliar a Bolsonaro

A defesa também solicitou que reavalie a decisão que determinou a permanência de Jair sob custódia.

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) informou que protocolou, nessa quarta-feira (18), no Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de prisão domiciliar em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A solicitação reúne a assinatura de 175 parlamentares.

Ao defender a medida, o deputado alegou preocupação com o estado de saúde do ex-mandatário. “Estamos falando de um homem que pode morrer se essa situação continuar. Isso não é Justiça, é tortura institucionalizada”, afirmou.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilJair Bolsonaro deixa hospital sob esquema de segurança
Jair Bolsonaro deixa hospital sob esquema de segurança

Bolsonaro está internado no Hospital DF Star, onde trata uma broncopneumonia bacteriana. Ele chegou a ficar em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e atualmente recebe medicação intravenosa. Segundo informações médicas, o tratamento exige atenção, pois pode sobrecarregar os rins.

Diante do quadro, a defesa também solicitou que o ministro Alexandre de Moraes reavalie a decisão que determinou a permanência do ex-presidente sob custódia. O pedido se baseia em um laudo da Polícia Federal (PF), elaborado antes do agravamento do estado de saúde, que apontava que o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal teria condições de recebê-lo.

Neste sábado (21), Bolsonaro completa 71 anos, mas não há previsão de alta médica até a data. Atualmente, ele está em uma unidade semi-intensiva e, antes de eventual retorno ao sistema prisional, deve passar por um quarto comum. O boletim médico mais recente aponta “boa evolução clínica”, com melhora parcial nos exames de imagem e redução de marcadores inflamatórios. Apesar disso, os médicos destacam que o ex-presidente segue em fisioterapia respiratória e motora, sem previsão de alta.

O pedido da defesa foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes na terça-feira (17) e ainda aguarda análise. Os advogados ressaltam que a ausência de monitoramento contínuo e de acesso imediato a recursos hospitalares pode tornar o quadro clínico potencialmente fatal fora de um ambiente adequado.

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