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Dias Toffoli assume vaga no TSE em meio à crise do caso Master

Ministro assume vaga no TSE após deixar recente relatoria de investigação sensível no STF.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, assumirá uma vaga como titular no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a saída da presidente da Corte, Cármen Lúcia. A mudança ocorre dentro do sistema de rodízio que organiza a composição do tribunal eleitoral e acontece em meio a questionamentos sobre sua atuação recente no STF, após deixar a relatoria de uma investigação envolvendo o Banco Master.

Toffoli se afastou do caso após o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, encaminhar ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório com indícios de conexões entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e pessoas próximas ao ministro. Entre os pontos citados está o pagamento de cerca de R$ 35 milhões pelo banco na compra de participação em um resort do qual Toffoli declarou ser sócio.

Foto: Luiz Silveira/STFMinistro Dias Toffoli
Ministro Dias Toffoli

A decisão de deixar a condução do processo ocorreu após a circulação do documento dentro do Supremo, o que gerou questionamentos internos. Com isso, o caso foi redistribuído, enquanto o ministro passa a assumir papel mais ativo na Justiça Eleitoral, onde já atuava como substituto desde outubro de 2022, após eleição interna no STF.

O Tribunal Superior Eleitoral é composto por três ministros do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois juristas indicados pelo presidente da República. Toffoli ocupará uma das vagas destinadas aos ministros do Supremo. Cármen Lúcia deixará a presidência da Corte em junho, ao fim de seu mandato de dois anos, podendo permanecer como ministra até agosto, quando se encerra seu segundo biênio no tribunal.

Durante o período eleitoral, o TSE é responsável por analisar disputas entre candidatos e coligações, incluindo pedidos de retirada de propaganda, direito de resposta e outras ações ligadas à campanha. O calendário das eleições de 2026 prevê o início oficial da campanha em 16 de agosto. Toffoli já presidiu o tribunal entre 2014 e 2016, período em que conduziu as eleições presidenciais vencidas por Dilma Rousseff.

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