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Em cúpula internacional, Lula tenta emplacar discurso “anticolonialista” e defende Cuba

Presidente questionou legalidade de intervenção externa e criticou ONU por falta de ação global.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, neste sábado (21), a atuação dos Estados Unidos em países da América Latina e do Caribe, durante discurso no Fórum Celac-África, realizado em Bogotá. A fala ocorreu após a operação conduzida pelo presidente Donald Trump que resultou na prisão de Nicolás Maduro. Lula questionou a legitimidade de ações desse tipo e afirmou que nenhum país pode se considerar dono de outros.

Durante o discurso, o presidente brasileiro mencionou também a situação de Cuba e da Venezuela, ao indagar se as medidas adotadas contra esses países poderiam ser consideradas democráticas. Ele questionou a existência de qualquer base legal internacional que autorize intervenções militares em territórios estrangeiros e disse que não há respaldo para esse tipo de اقدام, citando inclusive que “nem na Bíblia” há justificativa para tais ações.

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da RepúblicaLuiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva

Lula também fez críticas à Organização das Nações Unidas, afirmando que a entidade enfrenta uma “falta total e absoluta de funcionamento”. Segundo ele, a ausência de respostas efetivas a conflitos internacionais levanta dúvidas sobre a capacidade de atuação do organismo diante de situações que envolvem soberania e uso da força entre países.

Na mesma fala, o presidente abordou a relação entre exploração de recursos naturais e desenvolvimento econômico. Ele defendeu que empresas estrangeiras interessadas em matérias-primas da América Latina e da África devem se instalar nesses territórios, como forma de agregar valor localmente. Lula associou o histórico do comércio internacional a períodos de perda e retomada de regimes democráticos.

Ao tratar da América do Sul, o presidente citou a Bolívia e afirmou que o país tem a oportunidade de não se limitar à exportação de minerais utilizados na indústria tecnológica. Ele também declarou que países presentes no encontro compartilham experiências históricas de exploração de recursos como ouro, prata, diamantes e outros minérios, mencionando episódios de retirada de riquezas ao longo do tempo.

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