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Ministros têm futuro indefinido antes de prazo final para deixar o Governo Lula

Nesta semana, foi lançado pelo PT o nome de Haddad, para liderar a disputa pelo governo de São Paulo.

Aproximadamente 20 ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) devem deixar seus cargos nas próximas semanas para disputar as eleições de outubro. O prazo de desincompatibilização, ou seja, a obrigatoriedade de saída de funções públicas, se encerra em 4 de abril. Ainda assim, mesmo com a proximidade da data, persistem incertezas entre auxiliares do petista quanto às candidaturas.

Em São Paulo, concentra-se o cenário mais delicado, com pelo menos quatro ministros sendo considerados para vagas no Senado. Nesta semana, foi lançado pelo PT o nome de Fernando Haddad, então ministro do Ministério da Fazenda, para liderar a disputa pelo governo estadual.

Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência BrasilMinistros do Governo Lula
Ministros do Governo Lula

Já uma das cadeiras ao Senado deverá ser ocupada por Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento. Contudo, no estado paulista, o MDB optou por apoiar a tentativa de reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Diante desse contexto, Tebet confirmou sua saída do MDB, partido ao qual esteve filiada por cerca de 30 anos, para ingressar no PSB. A decisão, que já vinha sendo articulada anteriormente, foi divulgada no sábado (21).

Permanece em aberto a segunda vaga ao Senado, cuja definição envolve ao menos três nomes do alto escalão. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), aparece como possível candidato, embora já tenha indicado preferência por seguir ao lado de Lula na corrida presidencial.

Na quinta-feira (19), durante o lançamento da pré-candidatura de Haddad, Lula solicitou que o aliado avaliasse a possibilidade de disputar o Legislativo. Na ocasião, afirmou que ficaria satisfeito em tê-lo novamente como vice, mas destacou a necessidade de discutir com Haddad onde Alckmin poderia contribuir mais. Outra alternativa considerada para a vaga ao Senado é a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede). Em meio a divergências internas, ela negocia sua saída da legenda e já recebeu convites de partidos como PT, Psol e outras siglas.

Além disso, Marina também é cogitada para integrar a chapa de Haddad como vice, situação semelhante à do ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB). Ele figura tanto como possível candidato ao Senado quanto para a vice-governadoria. As tratativas sobre a composição da chapa majoritária devem começar na próxima semana.

De acordo com a legislação eleitoral, ocupantes de cargos públicos que pretendem concorrer a funções diferentes precisam se afastar seis meses antes do pleito. O primeiro turno está previsto para 4 de outubro, o que fixa em 4 de abril o prazo final para desincompatibilização.

Nesse contexto, a expectativa é de que cerca de 20 ministros deixem o governo para disputar vagas na Câmara, no Senado ou nos Executivos estaduais. Para garantir a continuidade administrativa, a tendência é que sejam substituídos por técnicos já integrantes das pastas.

O primeiro a deixar o cargo por motivos eleitorais foi Haddad. Sua saída foi oficializada por Lula na sexta-feira (20), quando o presidente nomeou Dario Durigan, então número dois da equipe econômica, para substituí-lo.

Outros ministros ainda analisam cenários para viabilizar suas candidaturas. O titular de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), é cogitado para tentar a reeleição ao Senado em Minas Gerais. No entanto, o cenário no estado permanece indefinido. O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) é o nome preferido de Lula para disputar o governo mineiro, mas ainda não decidiu se entrará na disputa.

Para o Senado, o PT já indicou a prefeita de Contagem, Marília Campos, para uma das vagas. A outra cadeira poderá ser definida por Pacheco, caso aceite concorrer ao Executivo estadual. Diante desse arranjo, existe a possibilidade de Silveira ficar fora da chapa de apoio à reeleição de Lula. Como alternativa, ele poderá atuar como articulador político da campanha do presidente em Minas Gerais.

A segunda cadeira ficaria a cargo de Pacheco fazer a indicação, caso ele aceite o chamado de Lula. Nessa conjuntura, há chance de Silveira ficar do fora da chapa que vai apoiar a reeleição do presidente. Como alternativa, ele pode ser escalado para colaborar com a campanha do petista, atuando como articulador político no estado mineiro.

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