Na decisão da Justiça italiana que determinou a extradição de Carla Zambelli ao Brasil, o Tribunal de Roma destacou que a ex-parlamentar não possui “vínculos sólidos com o país”, mesmo tendo cidadania italiana.
“A polícia sublinhou que a mulher [Carla Zambelli] usufruiu de uma rede de apoio durante a latência, tornando concreto o perigo de fuga, não tendo vínculos sólidos com o território italiano, apesar da cidadania”, diz trecho da sentença obtida pela coluna Paulo Cappelli, do Metrópoles.
A Corte também argumenta que Zambelli fez uso do passaporte italiano para evitar a atuação da Justiça brasileira.
“A posse da cidadania italiana e o uso de um passaporte italiano recentemente emitido (19/06/2023) foram valorizados como elementos que facilitaram a sua movimentação internacional e a subtração à justiça brasileira.”
Zambelli está detida na Itália desde julho de 2025. Ela é apontada como responsável por ordenar a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela inclusão de documentos falsos no Judiciário, entre eles um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Apesar da autorização judicial para o envio da brasileira de volta ao país, a legislação italiana prevê que o Ministério da Justiça possa recusar o pedido por motivos políticos ou por razões humanitárias.
Leandro Soares
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