O escândalo envolvendo o Banco Master e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro domina o noticiário político desde novembro de 2025. Reportagens apontam ligações do empresário com negócios e contratos envolvendo pessoas próximas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e lideranças do Congresso Nacional.
Um dos episódios que intensificaram a crise envolve um contrato de cerca de R$ 129 milhões firmado pelo banco com a advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Outro fato que chamou atenção foi a venda do Resort Tayayá, empreendimento associado ao ministro Dias Toffoli, para um fundo de investimento ligado a Daniel Vorcaro.
No STF, decisões recentes também geraram suspeitas de tentativa de proteção ao ministro Toffoli. O magistrado chegou a assumir a relatoria do caso, retirar a investigação da primeira instância e transferi-la para o tribunal, além de determinar sigilo sobre os documentos. Após pressão interna,
Investigação sobre Vorcaro chega à CPI do Crime Organizado
A CPI do Crime Organizado aprovou medidas para ampliar as investigações, incluindo a convocação de dois irmãos do ministro Dias Toffoli e a quebra de sigilo de uma empresa da qual ele é sócio. Dois dias depois, o decano do STF, Gilmar Mendes, suspendeu a decisão da comissão, alegando “desvio de finalidade e abuso de poder”.
O caso também expôs divergências dentro do Supremo. O novo relator, André Mendonça, criticou a posição da Procuradoria-Geral da República (PGR), chefiada por Paulo Gonet. A Polícia Federal pediu a prisão de Daniel Vorcaro, mas a PGR afirmou não haver urgência na análise do pedido.
No Congresso, parlamentares da oposição tentam criar uma CPI para investigar o Banco Master. O requerimento, porém, segue parado. Senadores acusam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de evitar sessões em que o pedido poderia ser lido, mesmo já havendo assinaturas suficientes.
Izabella Furtado
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