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Fraude no INSS: amiga de Lulinha decide depor e colaborar com investigações

De acordo com seus advogados, Roberta nega qualquer participação em irregularidades.

A empresária Roberta Luchsinger, investigada no escândalo de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afirmou que irá depor à Polícia Federal e que está disposta a colaborar com as investigações. Ela é apontada como uma das envolvidas no suposto desvio de cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas em todo o país.

De acordo com seus advogados, Roberta nega qualquer participação em irregularidades e vê o depoimento como uma oportunidade para esclarecer os fatos. A defesa sustenta ainda que a empresária já havia se colocado à disposição das autoridades e demonstra tranquilidade diante do andamento do caso.

Foto: ReproduçãoRoberta Luchsinger, amiga de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha
Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha

As investigações da Polícia Federal indicam que Roberta mantinha proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que teria trocado mensagens com o empresário Antônio Carlos Camilo, apontado como operador do esquema.

O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS classifica a empresária como peça central na suposta estrutura criminosa. Segundo o relator, o deputado Alfredo Gaspar, ela teria atuado diretamente na movimentação de recursos e na articulação política, além de utilizar empresas para a circulação de valores ilícitos.

O documento também menciona suspeitas de destruição de provas e uso de influência para acesso a órgãos públicos. A CPMI aponta ainda a possibilidade de que Roberta tenha explorado sua relação pessoal com Lulinha para facilitar negócios dentro da administração pública.

Citação de Lulinha no relatório

O relatório também cita diretamente Lulinha, apontando possível atuação como intermediador e beneficiário de recursos do esquema. Conforme o texto, ele teria recebido vantagens financeiras e benefícios indiretos ligados aos valores desviados.

Em fevereiro, o presidente Lula declarou ter cobrado explicações do filho sobre o caso e afirmou que ele “pagará o preço” caso haja comprovação de envolvimento.

A defesa de Lulinha nega qualquer participação e afirma que não há elementos que o vinculem às irregularidades investigadas.

Apesar das acusações, o relatório da CPMI não teve todos os seus pedidos aprovados. A solicitação de prisão preventiva de investigados, por exemplo, foi rejeitada após articulação da base governista.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal, que deverá aprofundar a apuração a partir dos depoimentos dos envolvidos.

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