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Justiça Federal decreta prisão preventiva do MC Poze do Rodo, MC Ryan SP e dono da Choquei

A manutenção das prisões foi definida nesta quinta-feira (23), após pedido da Polícia Federal.

A Justiça Federal em São Paulo decidiu, nesta quinta-feira (23), converter em prisões preventivas as detenções de investigados no âmbito de uma operação da Polícia Federal que apura um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo apostas ilegais, rifas clandestinas e movimentações financeiras suspeitas.

Entre os alvos estão os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de Raphael Sousa Oliveira, criador do perfil “Choquei”, e outros investigados apontados pela PF como integrantes de uma estrutura criminosa que teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão.

Foto: Reprodução/Redes sociaisPoze do Rodo e MC Ryan SP
Poze do Rodo e MC Ryan SP

A decisão ocorre em meio a uma sequência de reviravoltas judiciais. Mais cedo, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia concedido habeas corpus ao grupo, ao considerar irregular o decreto de prisão temporária anterior, que previa prazo de 30 dias, enquanto o próprio pedido inicial da Polícia Federal indicava cinco dias já expirados.

Mesmo com a decisão do STJ, a PF solicitou a conversão das medidas em prisões preventivas. Segundo a corporação, a manutenção das detenções é necessária para garantir a ordem pública, evitar a continuidade das supostas atividades ilícitas e reduzir o risco de interferência nas investigações, como destruição de provas ou alinhamento de versões entre investigados.

De acordo com as apurações, o grupo é suspeito de operar um esquema financeiro envolvendo empresas de fachada, uso de “laranjas”, criptomoedas e remessas internacionais, além de movimentações ligadas a plataformas de apostas irregulares.

A Polícia Federal sustenta ainda que há indícios de atuação estruturada, com divisão de funções entre operadores financeiros, gestores e responsáveis por captação de recursos.

Com a nova decisão, 36 investigados tiveram as prisões temporárias convertidas em preventivas e outros três passaram a cumprir prisão domiciliar, conforme determinação judicial. Os nomes incluem suspeitos apontados como líderes, operadores financeiros e intermediários do suposto esquema.

As investigações seguem em andamento para aprofundar a análise do material apreendido e identificar possíveis novos envolvidos.

Operação Narco Fluxo

A Operação Narco Fluxo, conduzida pela PF, investiga um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro que teria movimentado valores que podem ultrapassar R$ 260 bilhões.

Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam ganhos provenientes de shows, publicidade e contratos ligados a casas de apostas virtuais para ocultar a origem de recursos ilícitos.

Ao todo, a operação cumpriu 45 mandados em diferentes cidades do país e resultou em 39 prisões preventivas.

Os investigados podem responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, de acordo com a Polícia Federal.

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