A Polícia Federal em Minas Gerais finalizou a investigação sobre a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O óbito foi oficialmente declarado em 6 de março deste ano, após a conclusão do protocolo de morte encefálica.
O superintendente da corporação no estado, Richard Murad Macedo, esteve em Brasília nesta quinta-feira (23), acompanhado do delegado responsável pelo caso, para entregar pessoalmente o relatório ao Supremo Tribunal Federal.
De acordo com as apurações, a morte foi causada por suicídio, afastando a hipótese de envolvimento de terceiros. Para chegar à conclusão, os investigadores analisaram imagens da cela onde Mourão estava detido, além de colher depoimentos de testemunhas e pessoas próximas.
Atuação no grupo investigado
Segundo a Polícia Federal, Mourão teria papel relevante em um grupo informal conhecido como “A Turma”, apontado como uma estrutura utilizada para monitorar e pressionar pessoas consideradas adversárias de Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Em decisão judicial que autorizou nova fase da Operação Compliance Zero, a PF descreve que ele atuaria na coordenação de ações de vigilância, levantamento de informações e acompanhamento de alvos considerados rivais ou críticos ao empresário.
Mensagens analisadas pelos investigadores indicam que Mourão seria um dos principais articuladores das atividades do grupo, formado por pessoas próximas ao banqueiro e indivíduos com experiência na área de segurança. Os dados apontam ainda para a existência de um financiamento mensal que poderia chegar a cerca de R$ 1 milhão, destinado ao custeio das operações e pagamento dos envolvidos.
Em diálogos incluídos na decisão do STF, Mourão teria afirmado que os recursos eram repassados por Fabiano Zettel, sendo posteriormente distribuídos entre os integrantes.
Histórico criminal
Apontado como espião ligado ao grupo, Mourão já era alvo de diversos inquéritos policiais, acumulando uma extensa ficha criminal. Entre os registros, constam ocorrências por furto qualificado, ameaças e crimes de trânsito.
Ele também teve o nome citado em investigações por estelionato e associação criminosa, além de responder a termos circunstanciados por dirigir sem habilitação, receptação e uso de documento falso.
A conclusão do inquérito será agora analisada pelo STF, que acompanha o caso no âmbito das investigações relacionadas à Operação Compliance Zero.
Wanessa Gommes
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