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Polícia Federal devolve credenciais a agente dos EUA que atua no Brasil

O servidor havia perdido o acesso à sede da PF e aos sistemas de cooperação policial na semana passada.

A Polícia Federal devolveu, na segunda-feira (27), as credenciais diplomáticas de um agente norte-americano que atua na sede da corporação, em Brasília, permitindo que ele retomasse suas atividades normalmente após uma suspensão temporária provocada por um impasse diplomático entre Brasil e Estados Unidos.

O servidor havia perdido o acesso à sede da PF e aos sistemas de cooperação policial utilizados em operações conjuntas entre os dois países na semana passada. A medida foi determinada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, com base no princípio da reciprocidade.

Foto: Alef Leão/GP1Viatura da Polícia Federal
Viatura da Polícia Federal

A decisão ocorreu após o Governo dos Estados Unidos exigir a saída do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho do território norte-americano. O policial estava ligado a investigações que resultaram na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) em solo americano.

Segundo Andrei Rodrigues, o procedimento adotado pelo Brasil seguiu o mesmo padrão aplicado ao delegado brasileiro que atuava no exterior, como forma de resposta diplomática à decisão norte-americana.

A tensão entre os dois países começou a se intensificar há cerca de duas semanas, quando autoridades dos EUA anunciaram a retirada do servidor brasileiro. Em publicação na rede social X, o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental afirmou que nenhum estrangeiro poderia utilizar o sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e ampliar perseguições políticas dentro do território norte-americano.

Sem mencionar nomes, o órgão declarou ainda que o funcionário brasileiro envolvido deveria deixar o país.

Além da suspensão das credenciais do agente norte-americano, a reação brasileira incluiu outras medidas. Um segundo integrante do governo dos Estados Unidos, identificado como Michael Myers, também teve sua permanência interrompida por determinação do Itamaraty e deixou o Brasil na quarta-feira (23), igualmente com base no princípio da reciprocidade.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia sinalizado que adotaria respostas equivalentes às medidas impostas pela Casa Branca. Com a devolução das credenciais ao agente dos EUA, o governo brasileiro reduz parte da tensão diplomática, embora o episódio tenha exposto um desgaste recente na cooperação policial entre os dois países.

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