As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reacenderam o debate sobre a política de reforma agrária no país. Em fala na quinta-feira (02), o chefe do Executivo defendeu o histórico do Partido dos Trabalhadores (PT), afirmando que a legenda foi responsável pelos maiores avanços em assentamentos e na destinação de terras.
Segundo Lula, seu partido lidera a política de assentamentos no país. “Quero saber quem mais assentou quilombola do que o governo do PT”, declarou o presidente. “Quero saber quem colocou mais terras disponíveis em reforma agrária do que o PT”, completou.
Em contrapartida, dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária revelam uma queda nas desapropriações de terras ao longo das décadas, inclusive durante mandatos petistas. Após o Governo de Fernando Henrique Cardoso, entre 1999 e 2002, houve uma redução progressiva nas desapropriações, passando de 7.289.849 hectares até chegar a zero durante o Governo de Jair Bolsonaro, com retomada apenas em 2025, quando foram registradas 13.308 desapropriações.
Segundo os dados, nos primeiros anos do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, o governo federal não desapropriou nenhum hectare. O Incra também aponta que o maior volume de desapropriações ocorreu durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, entre 1995 e 2002.
Na época, foram desapropriados 10.278.208 hectares, enquanto, durante os governos do Partido dos Trabalhadores (PT), a soma chega a 4.724.681 hectares, considerando até 2016, uma vez que os dados não distinguem o final do mandato de Dilma Rousseff e o início do Governo de Michel Temer.
Francielle Barroso
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