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Fim da escala 6x1 causará perda de R$ 76,4 bilhões na economia, aponta CNI

Segundo o estudo, a medida resultaria em uma queda anual de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB).

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou, nesta terça-feira (7), uma nota técnica apontando que a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem corte de salários — proposta associada ao fim da escala 6x1 — pode gerar impacto negativo significativo na economia brasileira.

Segundo o estudo, a medida resultaria em uma queda anual de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a aproximadamente R$ 76,9 bilhões em valores atuais.

Foto: Reprodução/PixabayIndústria
Fim da escala 6×1 causará perda de R$ 76,4 bilhões na economia

Simulação econômica

Para chegar à estimativa, a entidade utilizou o modelo de Equilíbrio Geral Computável (EGC), ferramenta que simula o comportamento de variáveis econômicas como renda das famílias, desempenho das empresas e arrecadação pública.

A partir da inclusão da redução da jornada como variável, o modelo projeta os efeitos diretos e indiretos sobre a atividade econômica.

Impacto por setores

De acordo com a CNI, a indústria seria o setor mais afetado, com retração de 1,2% em seu próprio PIB, o que representa cerca de R$ 25,4 bilhões. Em seguida aparecem:

Serviços: queda de 0,8% (R$ 43,5 bilhões)

Comércio: retração de 0,9% (R$ 11,1 bilhões)

O PIB representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país. Em 2025, o indicador atingiu cerca de R$ 12,5 trilhões, com crescimento de 2,3% em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente pelo setor agropecuário.

Debate no Congresso

A proposta de redução da jornada de trabalho tem ganhado força no Congresso Nacional, impulsionada por movimentos como o “Vida Além do Trabalho”, que defendem o fim da escala 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa um.

Por outro lado, algumas iniciativas seguem caminho diferente. A Correios, por exemplo, estuda modelos alternativos de jornada, como o regime 36x12, no qual o trabalhador cumpre 36 horas seguidas de trabalho e descansa 12 horas, resultando, na prática, em dias alternados de atividade e até 15 dias de folga por mês.

A discussão sobre a jornada de trabalho envolve impactos econômicos, produtividade e qualidade de vida, e deve seguir como tema central nas pautas legislativas nos próximos meses.

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