O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), protocolou um requerimento para apurar se a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, cometeu crime ambiental ao preparar carne de paca para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o feriado de Páscoa.
O pedido foi encaminhado ao Ministério do Meio Ambiente e solicita informações sobre a procedência do animal, além da adoção de eventuais medidas cabíveis. Segundo o parlamentar, é necessário verificar a origem da carne, já que a caça da paca é proibida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), sendo permitido o consumo apenas quando proveniente de criadouros autorizados.
No documento, Sóstenes também pede o envio de uma notícia-fato ao Ministério Público para investigar possível irregularidade envolvendo a fauna silvestre brasileira. Apesar disso, o deputado ressalta que a iniciativa não tem caráter acusatório prévio. “A presente iniciativa não possui caráter acusatório prévio, mas visa assegurar a observância do princípio da legalidade e da isonomia”, afirmou.
Janja se pronunciou
A repercussão do caso nas redes sociais levou Janja a se pronunciar. Segundo a primeira-dama, a carne consumida foi um presente de um produtor regularizado. Ela destacou ainda que a comercialização de carne de paca é permitida no Brasil, desde que proveniente de criadouros autorizados pelo Ibama.
“Ei, pessoal! A carne foi presente de um produtor legalizado. Hoje mesmo vimos no Globo Rural uma reportagem sobre a criação de pacas. Desde que proveniente de criadouros autorizados pelo Ibama, a carne de paca pode ser comercializada em nosso país”, disse Janja.
Wanessa Gommes
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