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Alexandre de Moraes rejeita pedido de “Débora do Batom” para reduzir pena pelo 8 de janeiro

Condenada por pichar estátua do STF tentou usar nova Lei da Dosimetria, mas norma está suspensa

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de redução de pena apresentado por Débora Rodrigues dos Santos, conhecida nacionalmente como “Débora do Batom”.

A defesa da mulher solicitava a aplicação da chamada Lei da Dosimetria, aprovada recentemente pelo Congresso Nacional, para tentar diminuir a pena imposta pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Foto: Reprodução/Gabriela BilóMoraes nega redução de pena para “Débora do Batom”
Moraes nega redução de pena para “Débora do Batom”

No entanto, Moraes decidiu suspender os efeitos da nova legislação até que o plenário do STF analise ações que questionam a constitucionalidade da norma.

Débora foi condenada a 14 anos de prisão por participação nos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília. Atualmente, ela cumpre prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica.

O caso ganhou repercussão nacional após a mulher pichar, com um batom, a frase “Perdeu, mané” na estátua “A Justiça”, localizada em frente ao prédio do STF durante os atos golpistas.

Lei da Dosimetria está suspensa

No sábado (9), Alexandre de Moraes determinou a suspensão imediata da Lei da Dosimetria até o julgamento definitivo das ações protocoladas no Supremo contra a medida. O ministro foi escolhido relator dos processos que discutem a validade da legislação aprovada pelo Senado Federal.

A decisão mantém, por enquanto, as regras atuais para cálculo e aplicação de penas no país até que o STF conclua a análise do tema.

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