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Sob Governo Lula, endividamento das famílias bate recorde e supera 80% em abril

Pesquisa apontou aumento da inadimplência e avanço das dívidas em todas as faixas de renda.

A proporção de famílias brasileiras endividadas alcançou 80,9% em abril de 2026, maior índice da série histórica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Os dados foram divulgados na última quinta-feira (07), por meio da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic). O levantamento mostrou crescimento de 0,5 ponto percentual em relação a março, quando o índice estava em 80,4%, marcando o quarto mês consecutivo de recorde histórico.

Segundo a pesquisa, o cartão de crédito segue como principal modalidade de dívida entre os brasileiros, concentrando parte das maiores taxas de juros da economia. Em seguida aparecem os carnês de loja e o crédito pessoal. O levantamento também apontou aumento da inadimplência, com 29,7% das famílias relatando contas em atraso em abril, acima dos 29,1% registrados no mesmo período do ano passado.

Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilLula
Lula

Outro dado apresentado pela CNC mostrou que 12,3% das famílias afirmaram não possuir condições de quitar as dívidas vencidas, percentual que permaneceu estável pelo segundo mês seguido. Entre os consumidores inadimplentes, 49,5% acumulam débitos atrasados há mais de 90 dias. O tempo médio de atraso ficou em 65,1 dias, mantendo estabilidade pelo terceiro mês consecutivo.

O aumento do endividamento ocorreu em todas as faixas de renda analisadas pela pesquisa. Entre as famílias com renda de até três salários mínimos, 83,6% possuem dívidas e 38,2% enfrentam contas em atraso. Na faixa entre três e cinco salários mínimos, o índice de endividamento chegou a 82,8%. Já entre os lares com renda superior a dez salários mínimos, 70,8% declararam possuir algum tipo de dívida.

Os dados foram divulgados às vésperas do lançamento do Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas do Governo Federal. Segundo a CNC, o cenário de juros elevados continua pressionando o orçamento das famílias brasileiras. O economista-chefe da entidade, Fabio Bentes, afirmou que a manutenção da taxa Selic em níveis altos tem impacto direto sobre o endividamento e pode manter o comprometimento financeiro das famílias elevado nos próximos meses.

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