A Prefeitura de Limeira informou, nesse sábado (13), que vai acionar a Justiça contra o Governo Federal por omissão diante da tragédia que vitimou a jovem Maria Eduarda, que morreu após saltar de uma ponte durante a prática de rope jump. Segundo a administração municipal, a Ponte do Esqueleto fica em uma área federal.
De acordo com a prefeitura, a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do Governo Federal, e desde o início do ano passado a administração municipal cobrava providências junto aos órgãos federais responsáveis pela área.
A administração municipal e a Câmara Municipal, por iniciativa da vereadora Bruna Magalhães, já haviam encaminhado ofícios aos órgãos responsáveis cobrando medidas de segurança. Nenhuma providência concreta foi adotada.
“Além das circunstâncias que levaram à morte da jovem, é preciso apurar a responsabilidade pela falta de controle de acesso a uma área federal que, há anos, apresenta riscos conhecidos e segue sem as medidas de proteção necessárias. A Prefeitura e a Câmara vêm cobrando providências há meses para que o Governo Federal assuma sua responsabilidade. Infelizmente, a omissão federal acaba de resultar em mais uma tragédia em Limeira”, declarou o prefeito de Limeira, Murilo Félix (Podemos).
Entenda o caso
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, durante atividade de rope jumping promovida por uma empresa privada, que não amarrou a corda na jovem antes do salto. O Samu foi acionado e constatou parada cardiorrespiratória e óbito no local.
Após o incidente, a Polícia Militar prendeu seis pessoas ligadas à organização da atividade esportiva.
O rope jump é uma prática semelhante ao bungee jump, com uma diferença: enquanto no primeiro se utiliza uma corda rígida, no segundo a corda é elástica, fazendo um efeito “ioiô” após o salto.
Thais Guimarães
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