O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), colocou a segurança pública como uma das principais bandeiras de sua pré-campanha e apresentou um conjunto de 12 medidas voltadas ao enfrentamento da criminalidade. Entre as propostas está a defesa da castração química para condenados por estupro e a redução da maioridade penal.
Segundo o parlamentar, o objetivo é adotar uma postura mais rígida contra organizações criminosas e ampliar o poder de atuação das forças de segurança. O plano foi lançado em São Paulo na presença do ex-secretário de Segurança Pública e deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) e do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, o senador Sérgio Moro. As medidas preveem mudanças legislativas e ações voltadas ao fortalecimento do sistema prisional, além de medidas para combater o tráfico de drogas e as facções criminosas que atuam no país.
Ao apresentar dados sobre o aumento da criminalidade no Brasil, Flávio afirmou que pretende mudar o cenário caso seja eleito. "O final deste filme nós conseguiremos mudar a partir de 2027, com leis mais duras, com investimento pesado em segurança pública por parte do governo federal, e com o Congresso Nacional alinhado com a Presidência, que tem essa mentalidade de proteger quem precisa", afirmou o senador.
Entre os pontos defendidos está a aprovação da chamada castração química para autores de crimes sexuais. O procedimento consiste na utilização de medicamentos capazes de reduzir a libido e os impulsos sexuais, sem envolver intervenção cirúrgica permanente. Outra proposta destacada é a redução da maioridade penal, medida que Flávio considera necessária para responsabilizar de forma mais severa adolescentes envolvidos em crimes graves.
O pré-candidato também defende a ampliação da capacidade do sistema carcerário, argumentando que o aumento do número de vagas em presídios seria uma ferramenta importante para retirar criminosos das ruas e enfraquecer organizações criminosas. O pacote de segurança ainda inclui iniciativas voltadas ao endurecimento das penas para determinados crimes, ao fortalecimento das ações de inteligência policial e ao combate direto às facções que controlam atividades ilícitas em diversas regiões do país. A estratégia apresentada pelo senador aposta na repressão como principal mecanismo para reduzir os índices de violência.
Carolina Matta
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