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Ex-banqueiro Daniel Vorcaro pediu TV na cela para acompanhar Copa antes de ser transferido

Empresário solicitou autorização para instalar uma televisão na cela da Polícia Federal para a Papudinha.

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, pediu autorização para instalar uma televisão na cela onde cumpria prisão preventiva na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para acompanhar a reta decisiva da Copa do Mundo de 2026. O pedido foi feito pouco antes de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinar sua transferência para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Segundo informações divulgadas, esta foi a segunda vez que Vorcaro solicitou a instalação de uma TV durante o período em que permaneceu preso na sede da PF. A solicitação ocorreu justamente na fase em que eram definidos os confrontos do mata-mata do Mundial.

Foto: ReproduçãoDaniel Vorcaro
Daniel Vorcaro

O primeiro pedido havia sido feito em março, logo após o empresário ser transferido para a Superintendência da Polícia Federal para participar das negociações de um possível acordo de colaboração premiada. Em nenhuma das ocasiões a autorização foi concedida.

Transferência para a Papudinha

A mudança de local de prisão foi determinada por André Mendonça após manifestação da Polícia Federal informando que as tratativas para um eventual acordo de delação premiada haviam sido encerradas e que a permanência de Vorcaro nas dependências da corporação já não se justificava, além de causar dificuldades operacionais.

Na decisão, o ministro também negou o pedido da defesa para converter a prisão preventiva em prisão domiciliar. Segundo Mendonça, a Papudinha oferece condições adequadas para garantir a segurança do investigado sem comprometer o andamento das investigações.

O magistrado ainda determinou que a administração da unidade impeça qualquer contato entre Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que também está preso no local e é investigado na Operação Compliance Zero. Caso haja qualquer tentativa de comunicação entre os dois, a direção do batalhão deverá informar imediatamente ao Supremo Tribunal Federal.

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