O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), divulgou um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (22) em que reagiu à reportagem publicada pelo Metrópoles, que trata da emissão e do cancelamento de notas fiscais de seu escritório de advocacia. Na publicação, o parlamentar afirmou que é alvo de perseguição política e associou a divulgação da reportagem ao seu desempenho em pesquisas eleitorais.
Segundo Flávio Bolsonaro, sempre que levantamentos de intenção de voto o colocam à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), surgem tentativas de desgastar sua imagem. "Tem muita gente que está muito incomodada com a minha candidatura, principalmente com os números, que, apesar de todos os ataques covardes, baixos e pessoais, ainda estamos ali, em algumas pesquisas, à frente da concorrência", declarou.
Ao comentar o conteúdo da reportagem, o senador afirmou que o texto tenta "criminalizar a advocacia" e negou qualquer irregularidade na atuação de seu escritório. "Eu fiz um trabalho para uma empresa, fui contratado para isso, prestei serviços advocatícios, tudo certo, uma relação legal e privada. Em outra oportunidade eu não aceitei trabalhar nessa empresa supostamente usada por Vorcaro para fazer pagamento para algumas pessoas, e não foi o meu caso. Eu estou tendo que explicar por que eu não recebi para essa empresa", disse Flávio Bolsonaro.
O parlamentar também afirmou que os ataques fazem parte da disputa política e garantiu que continuará na corrida presidencial. "Eu sei que é muito difícil e muito duro. A todo momento tentam me atacar, e eu também fico cansado de ter que me defender toda hora, mas não tem jeito, a luta vai ser assim até o último dia. E eu quero dar uma última notícia para você que quer me destruir: eu não vou desistir de jeito nenhum", afirmou.
Na legenda do vídeo, Flávio escreveu: "Sempre que uma pesquisa mostra que eu passei o Lula, vem uma narrativa construída de forma mentirosa e covarde para tentar manchar a minha imagem. Não vão conseguir me parar. Nem com facas, nem com balas e muito menos com mentiras e narrativas!"
O que diz a reportagem
A manifestação ocorreu após reportagem do colunista Tácio Lorran, do Metrópoles, informar que o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro emitiu e posteriormente cancelou duas notas fiscais de R$ 500 mil cada para a Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., empresa apontada na reportagem como ligada ao empresário Daniel Vorcaro.
O texto também afirma que uma terceira nota fiscal, no valor de R$ 500 mil, foi emitida para a Contábil Correa sem registro de cancelamento. Ainda segundo a reportagem, as empresas teriam ligação por meio do contador Rogério Lourenço Novo, que já foi investigado pela Polícia Federal em um suposto esquema de emissão de notas fiscais falsas entre 2013 e 2015.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, sustenta que sua atuação profissional ocorreu dentro da legalidade e que está sendo alvo de uma narrativa para prejudicar sua candidatura.
Pesquisa do Instituto Gerp
O Instituto Gerp divulgou uma nova pesquisa para a eleição presidencial de 2026 que aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno. Conforme o levantamento eleitoral, Flávio Bolsonaro aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Lula registra apenas 45%. Como a diferença é de apenas um ponto percentual, o resultado caracteriza empate técnico entre os dois possíveis candidatos.
O levantamento ouviu 2.000 eleitores entre os dias 15 e 17 de julho de 2026, possui margem de erro de 2,19 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Izabella Furtado
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