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Justiça dos EUA amplia prazo para Trump Media e Rumble em ação contra Alexandre de Moraes

Juíza rejeitou pedido da AGU e deu mais uma semana para manifestação das empresas.

A Justiça dos Estados Unidos decidiu conceder mais tempo para que a Trump Media e a plataforma Rumble se manifestem na ação movida contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A prorrogação foi autorizada pela juíza Mary Scriven, da Corte da Flórida, que estendeu o prazo por mais uma semana. A decisão foi assinada nesta terça-feira (07) e contraria o posicionamento da Advocacia-Geral da União (AGU), que defendia o encerramento imediato do processo. Inicialmente, as empresas deveriam apresentar sua manifestação até esta terça.

Na ação judicial, a Trump Media e o Rumble alegam que Alexandre de Moraes determinou de forma ilegal o bloqueio de perfis de pessoas residentes nos Estados Unidos em plataformas sediadas no país. As empresas também acusam o ministro de promover censura ilegal a conteúdos de natureza política publicados por usuários alinhados à direita, entre eles o jornalista Allan dos Santos.

Foto: Antônio Augusto/STFMinistro Alexandre de Moraes
Ministro Alexandre de Moraes

O Rumble é uma plataforma de compartilhamento de vídeos semelhante ao YouTube e possui forte adesão entre o público conservador nos Estados Unidos. Em fevereiro de 2025, Moraes determinou a suspensão da rede social no Brasil após apontar o descumprimento de decisões da Justiça brasileira.

Na ocasião, o ministro argumentou que a plataforma vinha sendo utilizada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro para disseminar notícias falsas e ataques às instituições democráticas do país.

Durante a tramitação do processo, Trump Media e Rumble solicitaram a ampliação do prazo para responder ao pedido de extinção da ação. A AGU se posicionou contra a solicitação, sustentando que as empresas buscavam criar uma "urgência artificial" para postergar a manifestação, embora já tivessem tido tempo suficiente para preparar a defesa.

Para reforçar esse entendimento, os advogados da União mencionaram uma reportagem com declarações de Martin de Luca, representante jurídico das empresas. Segundo a AGU, se a defesa teve tempo para conceder entrevistas, também teria condições de apresentar sua resposta à Justiça.

Apesar da contestação apresentada pelo governo brasileiro, Mary Scriven manteve a ampliação do prazo e definiu o dia 14 de julho como a nova data-limite para que a Trump Media e o Rumble apresentem sua manifestação no processo.

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