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Morada Nova - Ceará

Câmara de Morada Nova suspende atividades após prisão de cinco vereadores

O grupo é suspeito de lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de drogas e crimes eleitorais.

A Câmara Municipal de Morada Nova, no interior do Ceará, suspendeu as atividades legislativas e administrativas nesta quinta-feira (12), após a prisão de cinco vereadores suspeitos de envolvimento em um esquema de financiamento ilícito de campanhas eleitorais.

A ação foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco-CE), que investiga o suposto repasse de recursos de uma facção criminosa para as eleições municipais de 2024.

Foto: Divulgação/AscomFICCO-PI
FICCO-PI

Em comunicado divulgado nas redes sociais, a Câmara Municipal de Morada Nova informou que as atividades e a sessão legislativa previstas para o dia foram canceladas. A casa legislativa, que conta com 15 vereadores, não detalhou oficialmente o motivo da suspensão. O prédio do Legislativo municipal foi alvo de mandados de busca e apreensão durante a Operação Traditori.

Segundo a Polícia Federal (PF), responsável pela divulgação da operação e integrante da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (Ficco-CE), os vereadores investigados teriam recebido recursos de origem ilícita, provenientes de uma facção criminosa, para financiar as campanhas eleitorais de 2024. Em troca, os agentes públicos ofereceriam vantagens políticas e institucionais aos integrantes do grupo criminoso.

Ao todo, a operação cumpriu 16 mandados de prisão preventiva, sendo cinco contra vereadores, e 30 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, empresariais e na própria Câmara Municipal. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Eleitoral do Brasil, por meio da 93ª Zona Eleitoral de Fortaleza, e estão sendo cumpridas em municípios como Morada Nova, Chorozinho, Limoeiro do Norte e Pedra Branca, além da cidade de São Paulo.

Os parlamentares também foram afastados das funções públicas, e a Justiça Eleitoral determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores dos investigados. Segundo a PF, o grupo é suspeito de crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de drogas e crimes eleitorais.

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