''Sou médico, não juiz'', diz Drauzio sobre presa trans que matou criança

- atualizado

Após repercussão negativa do caso da transexual Suzy, o médico Drauzio Varella resolveu se pronunciar neste domingo (08), através de nota divulgada em suas redes sociais.

Varella afirmou que, como médico, não questiona seus pacientes: "em todos os lugares em que pratico a Medicina, seja no meu consultório ou nas penitenciárias, não pergunto sobre o que meus pacientes possam ter feito de errado”.

“Sigo essa conduta para que meu julgamento pessoal não me impeça de cumprir o juramento que fiz ao me tornar médico. No meu trabalho na televisão, sigo os mesmos princípios. No caso da reportagem veiculada pelo Fantástico na semana passada, não perguntei nada a respeito dos delitos cometidos pelas entrevistadas. Sou médico, não juiz", afirmou Drauzio.

Comento:

Nada justifica Drauzio tentar humanizar um monstro que estuprou e matou uma criança de 9 anos. Na reportagem ele não estava como médico, e sim como repórter da Globo, portanto tinha o dever de mostrar quem de fato era Susy e o motivo de sua "solidão". Além de ser um desserviço, a reportagem da Globo é também um desrespeito com a família do menino Fábio, que morreu de forma cruel nas mãos de Suzy. A família do garoto é que está condenada a viver na solidão, já que não terá mais a presença do menino.

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Sobre o autor

Herbert Sousa é jornalista. Contato: (86) 9 8806-8907 / (86) 9 9436-9811