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Coronavírus no Piauí

Joel Rodrigues decreta novo lockdown no fim de semana em Floriano

O prefeito se reuniu na manhã desta sexta com os representantes das entidades do comércio de Floriano e anunciou um novo lockdown, que valerá a partir de sábado (20).

O prefeito de Floriano, Joel Rodrigues (PP-PI) anunciou nesta sexta-feira (19) que editará um novo decreto de lockdown que valerá a partir das 14h deste sábado (20) até domingo (21), com várias restrições, inclusive da comercialização de bebida alcoólica, medidas que valerão também para o shopping e que só não atingirão os serviços considerados essenciais.

O prefeito se reuniu na manhã de hoje com os representantes das entidades do comércio de Floriano: Sindicato do Comércio Varejista, Associação Comercial e Empresarial do Sul do Piauí e Câmara de Dirigentes Lojistas, para apresentar os dados epidemiológicos de Floriano e anunciar novas medidas de restrição no fim de semana.

Foto: Divulgação/AscomJoel Rodrigues
Joel Rodrigues

A diretora de Epidemiologia, Miléssia Mousinho, mostrou dados dos últimos dois meses, que apontam aumento do número de novos casos de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus, que está na média de 25 por dia.

Até o dia 17 de fevereiro, data do último levantamento geral são 435 casos, contra 196 dos primeiros 17 dias de janeiro, um aumento de 122% e bem acima dos 323 registrados em todo o mês de dezembro. Em janeiro quando os casos voltaram a subir, foram 560 notificações. Em fevereiro, Floriano pode ultrapassar os 700 casos, chegando ao terceiro pior mês, desde o início da pandemia.

O número de atendimentos no CERSIG (Centro de Referência para o Tratamento de Síndromes Gripais), também subiu de 3.050 em dezembro para 3.782 em janeiro e, nos primeiros 17 dias de fevereiro, 2.579 atendimentos.

Outra preocupação é com o aumento no número de internações. Até o dia 17, só em Floriano eram 14 em leitos clínicos e 7 em leitos de UTI, o que demonstra um maior número de pacientes com sintomas mais graves.

O prefeito também pediu o apoio das entidades comerciais para fiscalizar uma situação grave de servidores com sintomas que têm sido atendidos no CERSIG, mas que continuam trabalhando, ampliando o caminho de transmissão do vírus.

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