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Economia e Negócios

Prejuízo da greve na Petrobras é de quase R$ 200 milhões, diz estudo

A paralisação tem provocado perdas concentradas principalmente nas áreas de exploração.

O impacto financeiro da greve dos trabalhadores da Petrobras é estimado em quase R$ 200 milhões por dia, segundo dados preliminares divulgados pelo Sindipetro-NF e pelo Dieese. A paralisação, iniciada na segunda-feira, dia 15, tem provocado perdas concentradas principalmente nas áreas de exploração, produção e refino de petróleo e gás, afetando diferentes segmentos operacionais da companhia ao longo dos primeiros dias do movimento.

Nos seis primeiros dias de greve, a queda acumulada na produção foi estimada em cerca de 300 mil barris de petróleo e gás. De acordo com os números apresentados pelas entidades sindicais, o segmento de exploração e produção registra perdas diárias em torno de US$ 18 milhões, valor aproximado de R$ 100 milhões. Já o setor de refino acumula prejuízos adicionais estimados em R$ 90 milhões por dia, elevando o impacto financeiro total atribuído à paralisação.

Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilPetrobras
Petrobras

A Petrobras, no entanto, sustenta que suas operações seguem em funcionamento regular e que não houve redução na produção de petróleo e derivados. Em comunicados oficiais, a companhia informa que foram implementadas medidas de contingência com o objetivo de garantir a continuidade das atividades essenciais. A estatal afirma ainda que o abastecimento do mercado nacional está assegurado durante o período de mobilização dos trabalhadores.

Em nota divulgada à imprensa, a empresa reconheceu a ocorrência de manifestações em unidades operacionais em razão do movimento grevista. No comunicado, a Petrobras afirma que não há impactos na produção e que as ações adotadas buscam manter a normalidade das operações em todas as áreas estratégicas. A companhia também informa que segue monitorando a situação nas unidades afetadas pela paralisação.

A mobilização é organizada pela FUP e envolve trabalhadores de refinarias, terminais e plataformas em diferentes regiões do país. Entre as unidades atingidas estão o Terminal Aquaviário de Coari, instalações no Espírito Santo e no norte fluminense. A federação aponta como principais reivindicações a distribuição da riqueza produzida, o encerramento dos Planos de Equacionamento de Déficits da Petros e a manutenção da soberania nacional no setor, com a suspensão de desinvestimentos e demissões, enquanto a Petrobras declara manter canais de diálogo abertos com as entidades sindicais.

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