A produção industrial brasileira registrou queda de 0,1% em fevereiro na comparação com o mês anterior, marcando o quinto mês consecutivo sem crescimento. Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (2) também mostram um avanço de 1,5% em relação ao mesmo período de 2024, resultado inferior às projeções do mercado.
O desempenho indica um enfraquecimento da atividade industrial diante de juros elevados e um cenário macroeconômico restritivo. O IBGE destaca que, apesar da estagnação registrada em janeiro e das retrações nos últimos meses de 2024, a produção industrial continua 15,7% abaixo do pico histórico alcançado em maio de 2011.
Economistas projetavam um crescimento de 0,4% na comparação mensal e de 2,1% na anual, o que não se concretizou. Segundo André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE, o setor acumula uma perda de 1,3% desde outubro, anulando o avanço de agosto e setembro do ano passado.
Em fevereiro, houve disseminação de taxas negativas entre diversas atividades, com destaque para produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-12,3%), máquinas e equipamentos (-2,7%) e produtos de madeira (-8,6%). O segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias recuou 0,7% no período.
Entre as categorias econômicas, a fabricação de Bens de Consumo teve retração de 1,3%, sendo que os Bens de Consumo Duráveis caíram 3,2%. Os Bens de Consumo Semi e Não Duráveis também registraram queda de 0,8%. Em contrapartida, a produção de Bens de Capital e de Bens Intermediários apresentou crescimento de 0,8% cada.
Davi Fernandes
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