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Economia e Negócios

Economistas reduzem previsão da inflação e estimam Selic a 15%

A previsão para o PIB foi mantida em 2,23% para 2025, com leve ajuste negativo para 2026.

Os economistas reduziram pela oitava semana consecutiva a previsão da inflação para 2025, conforme aponta o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central. A estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) caiu de 5,17% para 5,10%, uma redução de 0,07 ponto percentual em relação à projeção anterior. Desde o fim de maio, quando a expectativa era de 5,5%, o índice já acumulou queda de 0,4 ponto percentual, marcando a maior retração desde 16 de junho. A taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 15% ao final de 2025, seguindo a percepção de estabilidade nas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom).

A projeção para a inflação também foi revisada para os próximos anos. Para 2026, a estimativa caiu de 4,5% para 4,45%. Já para 2028, a previsão passou de 3,81% para 3,80%. Mesmo com essas revisões, a expectativa para o ano que vem permanece abaixo do teto da meta oficial de inflação, que é de 3% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O Banco Central já havia admitido, por meio de carta do presidente Gabriel Galípolo, que o índice tem descumprido a meta desde o início do ano, mas espera que volte ao intervalo de tolerância até o final do primeiro trimestre de 2026.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência BrasilSede do Banco Central
Sede do Banco Central

Apesar das incertezas externas, como a promessa do presidente norte-americano Donald Trump de aplicar uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto, os analistas consultados pelo Banco Central não alteraram as projeções para o crescimento da economia, a taxa de juros e o dólar. A avaliação majoritária é de que a medida, caso implementada, não deve causar impacto expressivo nos indicadores econômicos do país.

A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 2,23% para 2025, com leve ajuste negativo para 2026, de 1,89% para 1,88%. Para os anos de 2027 e 2028, os analistas seguem prevendo um crescimento econômico estável, na casa dos 2% ao ano. Os dados indicam uma visão de continuidade no ritmo da atividade econômica, mesmo diante de pressões externas e do cenário político interno ainda indefinido para o ano eleitoral.

A expectativa do mercado é de que a próxima reunião do Copom, prevista para a semana seguinte, não traga mudanças no atual patamar da taxa. A projeção para o dólar também permaneceu inalterada, com a moeda americana cotada a R$ 5,65 ao fim deste ano, segundo o boletim.

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