O Brasil registrou a criação de 166,6 mil empregos formais em junho de 2025, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta segunda-feira (04). Embora o número seja positivo, ele representa uma queda de 19,2% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram geradas 206,3 mil vagas.
Em relação a maio de 2025, houve um leve crescimento, o que indica uma desaceleração no ritmo de criação de empregos formais. O resultado de junho foi impulsionado por 2,1 milhões de admissões contra 1,9 milhão de desligamentos, com uma leve redução no número de novas contratações e desligamentos em comparação com maio. O saldo acumulado no primeiro semestre de 2025 foi de 1,2 milhão de vagas, inferior ao registrado no mesmo período de 2024, que alcançou 1,3 milhão de vagas, esse recuo de 6,8% sugere uma desaceleração no mercado de trabalho formal.
O setor de serviços liderou a criação de empregos com 77 mil vagas, seguido pelo comércio (32,9 mil), agropecuária (25,8 mil), indústria (20,1 mil) e construção (10,6 mil). Dentro dos serviços, atividades como administração e serviços complementares se destacaram, com 26,3 mil postos criados, contudo, o setor de educação foi o único a registrar fechamento de postos, com a perda de 5 mil vagas formais. A maior criação de empregos foi observada no Sudeste, com 76,3 mil postos, com destaque para São Paulo, que gerou 40 mil empregos formais.
Em relação à faixa etária, o grupo de 18 a 24 anos foi o que concentrou o maior número de contratações, com 102,3 mil vagas. O salário médio de admissão em junho foi de R$ 2.278,37, representando um aumento de 1,28% em relação ao mesmo mês do ano passado, contudo, a diferença salarial entre homens e mulheres continua a ser uma preocupação, enquanto os homens admitidos no mês receberam em média R$ 2.381,33, as mulheres tiveram um salário médio de R$ 2.138,33, uma diferença de R$ 243,00. O número de pedidos de seguro-desemprego também diminuiu, com 612,1 mil requerimentos em junho, abaixo dos números de maio e junho de 2024.
Apesar do saldo positivo de vagas em junho, os dados apontam para uma desaceleração no ritmo de geração de empregos, o que sugere que o mercado de trabalho formal pode estar perdendo fôlego. A queda nos pedidos de seguro-desemprego e o aumento no número de vagas no setor de serviços indicam uma recuperação em algumas áreas, mas a redução no crescimento de vagas no acumulado do semestre e as diferenças salariais ainda representam desafios para a sustentabilidade do mercado de trabalho no Brasil.
Francielle Barroso
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