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São Luís - Maranhão

Ministro Flávio Dino determina prisão domiciliar de secretário do Maranhão

Decisão do ministro do STF foi movida por ação que apura suspeitas de coação e obstrução da Justiça.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão domiciliar e o afastamento do secretário extraordinário de Assuntos Legislativos do Governo do Maranhão, Raimundo Cutrim. Na decisão, proferida na última quinta-feira (16), a medida foi tomada em decorrência das investigações que apuram suspeitas de coação e obstrução de Cutrim em processos da Justiça no Maranhão.

O processo tramita sob sigilo. Por isso, a decisão judicial ainda não detalha publicamente os fatos que embasam as suspeitas. Além da prisão domiciliar, Dino determinou o afastamento cautelar de Cutrim do cargo, o uso de tornozeleira eletrônica e o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do secretário, em São Luís, onde a Polícia Federal apreendeu armas curtas e longas.

Foto: Reprodução/Redes sociaisRaimundo Cutrim, secretário extraordinário de Assuntos Legislativos do Governo do Maranhão
Raimundo Cutrim, secretário extraordinário de Assuntos Legislativos do Governo do Maranhão

Após a decisão, a defesa do secretário, representada pelo advogado Berilo Freitas, afirmou neste domingo (19) que ainda não teve acesso à íntegra da decisão do ministro, mas que todas as determinações judiciais estão sendo cumpridas. Cutrim passou por audiência de custódia neste domingo, na sede da Polícia Federal no Maranhão. Em seguida, foi encaminhado para casa, onde cumpre prisão domiciliar.

Relação de Cutrim com o governo do Maranhão

Raimundo Cutrim integra o primeiro escalão do governo de Carlos Brandão (MDB), que comanda o Maranhão desde abril de 2022. Brandão foi aliado político de Flávio Dino por anos, mas a relação entre os dois se deteriorou nos últimos anos, culminando no rompimento político.

Foto: Gustavo Moreno/STFMinistro Flávio Dino
Ministro Flávio Dino

As investigações contra o secretário tiveram início durante a apuração do assassinato de um empresário maranhense, em 2022, caso que ficou conhecido como Tech Office. No decorrer das investigações, surgiram suspeitas de que Raimundo Cutrim teria tentado interferir na apuração, o que levou à abertura de uma investigação paralela por suposta coação e obstrução da Justiça.

Foi com base nessas suspeitas que Flávio Dino determinou a prisão domiciliar, o afastamento do cargo e outras medidas cautelares.

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