O deputado estadual Gil Carlos (PT) afirmou que não há resistência interna no Partido dos Trabalhadores ao nome do secretário de Educação Washington Bandeira para ocupar a vaga de vice na chapa majoritária do governador Rafael Fonteles em 2026. Segundo o parlamentar, a indicação do secretário já é de conhecimento do partido.
Gil Carlos destacou que a sugestão parte do próprio governador e por isso que não há conflito político em torno da composição, mesmo o PT ainda buscando entrar em discussão. O parlamentar afirmou ainda que a formalização da chapa ocorrerá no momento oportuno, após a construção política necessária entre as siglas envolvidas, no caso o MDB e PSD, que também participarão da chapa majoritária.
“Olha, o governador já é de conhecimento de todos, ele tem uma sugestão de nome [para vice], o secretário de Educação, o Washington Bandeira, para a composição como vice na chapa para o pleito do ano vindouro. Há o entendimento de que essa indicação é do Partido dos Trabalhadores, a qual o Washington Bandeira é filiado e com entendimento aos demais partidos da base, teremos a seguinte chapa majoritária: governador e vice-governador do Partido dos Trabalhadores e os dois senadores do MDB e do PSD, respectivamente. Não há nenhum conflito nesse sentido. É claro que estamos distantes ainda das eleições, isso requer uma construção e, no seu tempo certo, essa chapa será apresentada oficialmente”, disse o deputado.
Indicação de Rafael Fonteles
O GP1 apurou que durante a última reunião com a nova executiva do PT, o chefe do Palácio de Karnak apresentou o seu secretário de Educação Washington Bandeira como opção para vice em 2026, o que dentro da ala mais raiz da sigla, ainda não está tão bem aceito.
O PT raiz entende que a indicação de Bandeira significa que Rafael Fonteles quer começar uma renovação na sigla, já indicando a sua sucessão, e que pode tentar uma disputa para o Senado em 2030, ano em que Wellington Dias deve tentar a reeleição ou disputar novamente o Governo do Piauí.
Por sua vez, Rafael Fonteles, já sinaliza para aliados que não pretende disputar o Senado e nem se considera com perfil. Fontes ouvidas por nossa reportagem apontam que em pleitos futuros o governador possa entrar no radar nacional do PT para assumir novos desafios.
Davi Fernandes
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