O presidente do Solidariedade no Piauí, o deputado estadual Evaldo Gomes, descartou a possibilidade de migrar para o Partido Socialista Brasileiro e assumir a coordenação da formação da chapa proporcional da sigla para as eleições de 2026. Segundo o parlamentar, houve convite para que ele passasse a comandar o partido no estado, mas a proposta não foi aceita em razão de um entendimento político já firmado prevendo sua filiação ao Partido dos Trabalhadores com o objetivo de disputar a reeleição.
Evaldo Gomes afirmou que a decisão foi tomada após conversas prévias com o governador Rafael Fonteles, nas quais ficou acordado seu ingresso no PT como parte da estratégia eleitoral para o próximo pleito. O deputado destacou ainda que, com sua saída do comando do Solidariedade, o grupo político que permanecer na legenda terá liberdade e autonomia para organizar a própria chapa proporcional.
“Foi feito um convite para que a gente pudesse assumir o PSB aqui, só que a gente não aceitou porque a gente já tinha apalavrado com o governador, já tinha feito o entendimento com o governador que a gente iria para o PT, para o Partido dos Trabalhadores, para buscar a reeleição. E o grupo que vai ficar no Solidariedade tem a liberdade e a autonomia de conduzir uma chapa. Isso vai depender de quem vai assumir e da forma como vai conduzir”.
Para a condução da sigla no Piauí, Evaldo Gomes indicou o suplente de vereador Sérgio Bandeira para assumir a presidência estadual do Solidariedade. A definição, no entanto, ainda depende de alinhamentos com a direção nacional do partido. No plano nacional, a estratégia da legenda é que todos os estados da federação apresentem chapas proporcionais completas para a disputa de vagas na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.
Davi Fernandes
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