Fechar
GP1

Eleições 2026

Ex-ministro diz que tentará convencer Temer a disputar a Presidência

A eventual candidatura teria como objetivo romper a polarização entre apoiadores do Lula e Bolsonaro.

O ex-ministro Carlos Marun, um dos principais aliados do ex-presidente Michel Temer (MDB), afirmou que pretende procurá-lo ainda nesta semana para tentar convencê-lo a disputar a Presidência da República nas eleições de outubro. De acordo com Marun, a eventual candidatura teria como objetivo romper a polarização entre apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além de reposicionar o centro político no cenário nacional.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, publicada nesta segunda-feira (26), Marun avaliou que o atual momento político abre espaço para uma candidatura fora dos extremos. Ele reconheceu a existência de outros nomes do campo centrista, como os governadores Ratinho Jr. (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSD-RS), mas afirmou que essa bandeira se encaixa melhor no MDB, partido de Temer.

Foto: Antonio Cruz/ Agência BrasilMichel Temer
Michel Temer

“A candidatura do presidente Temer será consistente. Se vai ganhar ou não é outra coisa. No mínimo, ele vai cumprir um grande papel”, afirmou o ex-ministro. Marun disse ainda que Temer não se posicionou oficialmente sobre a possibilidade de concorrer, mas acredita que vale insistir. “Eu vejo os olhos dele brilhando quando fala de política, e ele está na plenitude de sua saúde física e mental. Vale a tentativa”, completou.

Michel Temer foi eleito vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff (PT) em 2014 e assumiu o comando do país em 2016, após o impeachment da petista.

Insatisfação com o cenário eleitoral e alinhamento com o MDB

Marun também admitiu que sua defesa por uma candidatura de Temer passa por uma insatisfação pessoal com o atual cenário eleitoral. Ele afirmou não querer votar em Lula nem no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato da direita por decisão do pai. Segundo ele, não vota em Lula por ser frequentemente chamado de “golpista” pelo petista em razão do impeachment de Dilma. “De dois em dois meses ele nos chama de golpistas”, disse.

Ao mesmo tempo, Marun afirmou não se identificar com a direita ligada ao bolsonarismo e criticou a viagem de Flávio Bolsonaro a Israel no início da pré-campanha. Descendente de libaneses, o ex-ministro disse ter posições críticas ao primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu.

Por fim, Carlos Marun informou que também pretende conversar com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, para discutir o projeto político. Segundo ele, uma eventual candidatura de Temer poderia unificar o partido, atualmente dividido entre alas alinhadas ao governo Lula e ao bolsonarismo.

Mais conteúdo sobre:

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.