Eleitores de Roraima e de cinco municípios brasileiros voltaram às urnas antes do previsto neste domingo (21). No estado de Roraima, o eleitorado foi convocado para escolher um novo governador e vice-governador. Já nos demais municípios, a votação ocorreu para a eleição de novos prefeitos e vice-prefeitos. As consultas fazem parte das chamadas eleições suplementares, convocadas pela Justiça Eleitoral.
No caso de Roraima, o ex-governador Antonio Denarium teve o mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O vice-governador Edilson Damião, que assumiu o cargo após a cassação, também perdeu o mandato. Os candidatos eleitos neste domingo deverão permanecer nos cargos até o fim do mandato atual.
Além da eleição estadual em Roraima, eleitores de cinco cidades também foram às urnas neste domingo: Reginópolis (SP), Tuiuti (SP), Joviânia (GO), Amparo da Serra (MG) e Bonito de Minas (MG). Nesses municípios, a votação foi destinada à escolha de prefeitos e vice-prefeitos.
As eleições suplementares seguem as mesmas regras das eleições regulares, incluindo o uso de urnas eletrônicas e a obrigatoriedade do voto para eleitores com idade entre 18 e 70 anos aptos a votarem.
O calendário eleitoral prevê que, apesar dessas votações extraordinárias, as eleições gerais de 2026 estão mantidas para outubro, quando os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados.
Segundo o TSE, as eleições suplementares são realizadas quando a Justiça Eleitoral anula mais de 50% dos votos válidos de uma eleição em razão do indeferimento do registro de candidatura ou da cassação do diploma de candidato eleito para os cargos de prefeito, governador ou presidente da República. Nesses casos, é necessária a realização de um novo pleito, conhecido como eleição suplementar.
Lilian Aragão
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