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Ex-chefe da TV Globo expõe problemas nos bastidores e decisões da emissora

O jornalista deixou a Globo em pleno Carnaval, depois de passar mal e ser internado às pressas.

A demissão de Fabrício Marta da TV Globo, pouco tempo depois de sua ascensão para o cargo de Chefia de Produção da Rede, tem movimentado os bastidores da emissora, especialmente após ele afirmar que a sua saída foi motivada por discordâncias internas. O jornalista deixou a Globo em pleno Carnaval, depois de passar mal e ser internado às pressas.

No entanto, ele logo afirmou que fez o pedido de demissão enquanto ainda estava no hospital, por meio de mensagens enviadas aos chefes, e negou que a decisão tenha qualquer conexão com os infartos. A saída chamou atenção, especialmente porque o cargo antes ocupado por Fabrício Marta é considerado estratégico, responsável pela conexão da redação do Rio de Janeiro com as demais praças da Globo.

Foto: ReproduçãoTV Globo
TV Globo

Logo, o jornalista tratou de esclarecer que tomou a decisão de sair da emissora por considerar algumas decisões equivocadas e incoerentes. “Foram dois infartos: um ser cura e outro tratável, ao sabor da resiliência. (...) O pedido foi feito aos meus chefes (por Whatsapp) anda no hospital e não está atrelado aos infartos, mas a conjuntura internas que não ornavam mais com quem eu sou. Minha missão, na Globo, foi encerrada por escolhas mal dimensionadas”, declarou o ex-funcionário.

Ele chegou a expor problemas nos bastidores em torno de decisões editoriais questionadas, além da redução no pagamento de horas extras, falhas de comunicação, ligações sem objetivo e problemas de convivência no ambiente de trabalho. Segundo Fabrício Marta, a decisão de sair da TV Globo representou um reencontro dele com a própria paz.

Segundo exposto pelo jornalista, ele foi encarregado de comunicar o corte imediato de horas extras de produtores, medida que o profissional disse valer desde a antiga direção de Jornalismo. No entanto, o ex-Globo criticou a falta de critério para definição desse corte, sem avaliação individual, e a ausência de um comunicado formal aos profissionais.

Outra reclamação foi a de que William Bonner se manifestou sobre a limitação de visitantes na bancada dos apresentadores do Jornal Nacional, tratado como um “santuário”. “Bonner proclamou, dias antes de deixar o JN, que o cenário do telejornal era um ‘santuário’ e exigiu providências quanto o acesso de visitantes. No dia seguinte, brotou essa placa medonha e antipática na redação. A marca de um cara que tinha tudo para ser Deus resumida a um recado de síndico decadente”, classificou Fabrício.

Ele também criticou a parceria da emissora com a PUC-Rio para seleção de estagiários, o que consequentemente reduz a diversidade do processo e limita o acesso de candidatos de outras regiões e realidades. Na avaliação do ex-funcionário, o modelo anterior busca talentos de diferentes origens, e ajudou a formar profissionais que chegaram ao cargo de chefia.

“O Estagiar cansou de pescar estagiários na PUC, porque eram tão maravilhosos quanto os cotistas da Uerj, UFRJ, UFF, UFRRJ e por aí vai. Os tempos mudam, mas não há nota em pingo d’água. Sabe aquela tal diversidade? Pois é!”, reafirmou o jornalista.

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