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Athletico x Red Bull Bragantino: as novas forças do futebol brasileiro

Enquanto time paranaense quer o bi da competição, equipe de Bragança Paulista sonha com primeiro troféu.
Por Estadão Conteúdo

A final da Copa Sul-Americana entre Athletico e Red Bull Bragantino neste sábado, às 17h, em Montevidéu, marca a consolidação de duas novas forças do futebol brasileiro. Diferentemente de outros clubes mais tradicionais, que estão envolvidos em graves crises financeiras e fracassos em campo, paranaenses e paulistas colhem os frutos de projetos bem estabelecidos.

Os finalistas não chegaram por acaso à decisão continental. O clube paranaense tem disputado finais relevantes nos últimos anos: já venceu o título da Sul-Americana em 2018, foi campeão da Copa do Brasil no ano seguinte e, em dezembro, disputará o bi da competição nacional, contra o Atlético-MG. A gestão do presidente Mario Celso Petraglia lidera um clube com situação financeira favorável e que investiu em um projeto a longo prazo, apostando no fortalecimento da infraestrutura e das divisões de base.

Com o time mais experiente da final, o Athletico tem em seu elenco atletas mais “rodados”. São quatro jogadores campeões sul-americanos em 2018 que estão no atual plantel: o goleiro Santos, os zagueiros Thiago Heleno e Zé Ivaldo, o lateral Márcio Azevedo, além do meia Nikão. O meio-campista é um dos principais nomes do Athletico no ano, com 10 gols e 12 assistências, e pode se despedir do clube ao fim da temporada. O goleiro campeão olímpico Santos e o meia uruguaio Terans são outros destaques da equipe.

Quem comanda o time rubro-negro é o técnico Alberto Valentim, que desembarocu em Curitiba em outubro para substituir o português Antonio Oliveira com o Athletico já classificado para a final.

Nas duas partidas entre as equipes no Brasileirão, os paranaenses venceram por 2 a 0 fora de casa, e a partida em Curitiba terminou empatada em 2 a 2.

Do outro lado da final, está um clube que se transformou drasticamente nos últimos anos. Turbinado pelo investimento financeiro de seu principal patrocinador, subiu à Série A em 2019, está na quarta posição do Brasileirão e sonha com seu primeiro título fora do país. Com projeto ambicioso, o clube projeta seguir disputando mais taças nos próximos anos.

O Red Bull Bragantino é o resultado de um segundo projeto da Red Bull no país. A empresa de energético investiu em clubes da Alemanha, Áustria e Estados Unidos, e chegou ao Brasil em 2007, com o Red Bull Brasil, que fracassou no período de oito anos.

Em 2019, a Red Bull foi atrás de um clube da Série B e fechou parceria com o Bragantino em um acordo em torno de R$ 45 milhões. Logo no primeiro ano, o Bragantino conseguiu o acesso à primeira divisão. Já em janeiro do ano passado, passou a se chamar Red Bull Bragantino, viu seu escudo mudar e ganhou a cor vermelha no uniforme, assim como aconteceu com os outros clubes da empresa.

"Desde o princípio, a Red Bull focou no investimento em um público adolescente e entendeu que estar dentro do esporte, com planejamento estratégico e conteúdo, traria ganhos diversos não apenas de vendas, mas do valor da marca como um todo. Essa organização e agressividade na capacidade de investir fazem dela uma referência não apenas de marketing, mas de ganho técnico. O reflexo dos bons resultados nas equipes que controla, mesmo em pouco tempo, não são por acaso", explica o professor de marketing esportivo da ESPM Marcelo Palaia.

O programa do clube exige um futebol propositivo e aposta em grande investimento financeiro na contratação de jovens destaques do futebol sul-americano. Esse ano, foram mais de R$ 100 milhões em reforços.

Com a saída do destaque Claudinho ao Zenit, da Rússia, quem assumiu o protagonismo do Red Bull foi o meia Artur, com sete gols e quatro assistências na Sul-Americana. Ele chegou ao clube ano passado e vive grande ano, sendo decisivo: marcou 17 vezes e deu 14 passes para gol em 53 partidas.

O Red Bull Bragantino divulgou que terá um novo centro de treinamento, com previsão de entrega para 2023, e quer transformar o estádio Nabib Abi Chedid em uma arena para cerca de 20 mil pessoas. Neste sábado, a casa do clube terá telões para receber até dois mil torcedores que queiram assistir à final da Sul-Americana.

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