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Internacional

Plano de cessar-fogo dos EUA é rejeitado pelo Hamas

A proposta, na avaliação do comandante do grupo terrorista, tem o objetivo de eliminá-los.

O comandante militar do Hamas, Izz al-Din al-Haddad, informou nesta quinta-feira (02) aos mediadores do grupo terrorista que não aceita o cessar-fogo sugerido pelos Estados Unidos. A proposta, na avaliação dele, tem o objetivo de eliminar o grupo, independentemente da sua resposta.

No início da semana, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump apresentou um plano com 20 pontos visando pôr fim ao conflito em Gaza. Na ocasião, o republicano afirmou que Israel já havia concordado com o estabelecido no projeto.

Foto: ReproduçãoHamas comemora ataque terrorista contra Israel
Hamas comemora ataque terrorista contra Israel

Algumas das exigências da proposta incluem o desarmamento do Hamas, que também ficaria impedido de participar no futuro governo de Gaza, e a libertação dede todos os reféns nas primeiras 72 horas do cessar-fogo. Essa última cláusula é o principal ponto de discordância do Hamas.

Embora a liderança política do grupo terrorista sediada no Qatar demonstre interesse em negociar ajustes nesse acordo, a sua influência é irrisória, visto que não possui poder direto sobre a situação dos reféns mantidos em Gaza. Essa é o principal instrumento para pressionar autoridades nas negociações.

A confiança desse plano também é subestimada pelo Hamas, especialmente pelo ataque de Israel contra as lideranças do grupo em Doha, mesmo sem a anuência dos EUA.

Pontos do acordo

A proposta norte-americana inclui o envio de uma Força Internacional de Estabilização temporária em Gaza, formada por militares dos Estados Unidos e países árabes. Um cronograma para retirada de tropas israelenses e a criança de uma zona de segurança nas fronteiras com Egito e Israel.

No primeiro momento, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu acatou o plano nessa segunda-feira (29), mas depois recuou em determinados pontos. Um deles seria para o Exército de Israel permanecer em partes de Gaza e que “resistiria à força” a um Estado palestino.

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