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Internacional

Putin ameaça romper relações com os Estados Unidos após discussão sobre envio de míssil à Ucrânia

Os mísseis têm capacidade de atingir alvos a até 2.500 quilômetros de distância, incluindo Moscou.

A recente discussão sobre o envio de mísseis Tomahawk à Ucrânia resultou em novos alertas do presidente russo Vladimir Putin, que advertiu que a entrega dessas armas pelos Estados Unidos poderia resultar no rompimento das relações diplomáticas entre os dois países. O anúncio foi feito por meio de vídeo divulgado neste domingo.

A escalada das tensões acontece em meio à intensificação do conflito na Ucrânia e ao avanço das tropas russas, além de relatos de drones russos no espaço aéreo da OTAN. Com isso, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, confirmou que Washington está avaliando o pedido da Ucrânia para o fornecimento de mísseis de longo alcance, como os Tomahawk, que têm capacidade de atingir alvos a até 2.500 quilômetros de distância, incluindo Moscou, contudo, ele deixou claro que a decisão final sobre o envio ainda não foi tomada.

Foto: Reprodução/InstagramVladimir Putin e Donald Trump
Vladimir Putin e Donald Trump

Já Putin alertou que o envio desses mísseis não só representaria uma ameaça direta à segurança da Rússia, mas também exigiria a atuação militar dos Estados Unidos, o que, segundo ele, resultaria em uma ruptura das relações entre as duas potências. Ainda segundo o presidente russo, a entrega dos Tomahawk marcaria uma "nova fase qualitativamente nova de escalada" no conflito.

Enquanto o governo de Trump discute a possibilidade de enviar os mísseis, fontes ligadas à Marinha dos EUA indicaram que os mísseis disponíveis estão comprometidos, dificultando o fornecimento à Ucrânia. Além disso, o Wall Street Journal noticiou que Washington pode optar por fornecer informações de inteligência para Kiev sobre alvos energéticos em território russo. Contudo, a tensão entre os líderes se mantém alta, com Trump chamando Putin de “tigre de papel” e o presidente russo respondendo com críticas à incapacidade da OTAN de impedir o avanço das tropas russas.

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