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Internacional

Representantes dos EUA, Israel e Hamas se encontram no Egito para negociações de paz

O encontro também tem o objetivo de articular a libertação de pessoas mantidas reféns em Gaza.

Neste domingo (5) inicia-se uma nova rodada de negociações entre representantes de Israel, Hamas e Estados Unidos para viabilizar o fim do conflito em Gaza. O encontro ocorre em território egípcio e também tem o objetivo de articular a libertação de pessoas mantidas reféns pelo grupo terrorista.

Meios de comunicação locais, incluindo a Al Jazeera, divulgaram que os diálogos entre israelenses e integrantes do Hamas acontecem de forma indireta. As conversas devem se estender até esta segunda-feira (6).

Foto: Reprodução/Redes SociasBombardeio em Gaza
Bombardeio em Gaza

Representando os Estados Unidos, o presidente Donald Trump enviou dois mediadores, incluindo o próprio genro, Jared Kushner, que já participou de tratativas entre israelenses e nações árabes durante o primeiro mandato do republicano. Além deles, diplomatas da Jordânia, Indonésia, Paquistão, Qatar, Arábia Saudita, Turquia e Emirados Árabes Unidos também participam das negociações no Egito.

O que diz o acordo

No esboço do acordo formulado pelo governo Trump, está previsto um cessar-fogo de 72 horas, durante o qual devem ser libertados reféns e devolvidos corpos de vítimas. Na sexta-feira (3), o Hamas sinalizou que está disposto a discutir as propostas e que está pronto para libertar 48 reféns, dos quais apenas 20 estariam vivos.

Para o grupo, a ação visa a instituição do Estado palestino e a retirada das forças israelenses da região. O Hamas também declarou estar de acordo com a proposta de um governo de transição liderado por tecnocratas palestinos, sob consenso nacional e com apoio de países árabes e islâmicos.

Conforme apresentado no plano, esse governo de transição seria supervisionado por um “comitê de paz” liderado por Trump e outros líderes internacionais, como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

Uma das condições previstas no acordo restringe a participação do Hamas no futuro político de Gaza. O grupo teria que se abster de influenciar decisões, receberia anistia para combatentes que se renderem, mas estaria proibido de assumir cargos no futuro governo palestino.

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