O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, apresentou sua renúncia nesta segunda-feira (6), após menos de 30 dias no cargo. O Palácio do Eliseu confirmou a decisão e informou que o presidente Emmanuel Macron já aceitou o pedido de demissão.
Lecornu entregou sua carta de renúncia poucas horas depois da formação de um novo gabinete. Ele havia sido nomeado em 9 de setembro, em substituição a François Bayrou, e se tornou o quinto chefe de governo do segundo mandato de Macron, iniciado em 2022.
A sucessão de renúncias evidencia o desgaste político do atual governo francês, marcado por instabilidade e queda de popularidade. Bayrou, o antecessor de Lecornu, deixou o posto após perder um voto de desconfiança no Parlamento, ocorrido em 8 de setembro.
Crise econômica agrava tensão política
A instabilidade no governo ocorre em meio a uma crise econômica crescente. A França é atualmente o país mais endividado da União Europeia em valores absolutos, o que tem dificultado a aprovação de reformas fiscais e sociais e alimentado o descontentamento popular.
Trajetória de Lecornu
De origem na direita francesa, Sébastien Lecornu aderiu ao movimento centrista de Macron em 2017. Com experiência em administrações locais e nos territórios ultramarinos, ele ganhou destaque nacional durante a crise dos “coletes amarelos”, quando coordenou rodadas de diálogo no chamado “grande debate” para conter os protestos.
Até o momento, o Palácio do Eliseu não anunciou quem será o novo primeiro-ministro.
Caroline Vitorino
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