O governo venezuelano reagiu nesse sábado (29) ao aviso publicado por Donald Trump nas redes sociais sobre o fechamento do espaço aéreo do país sul-americano. Em comunicado, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil Pinto, classificou a ação do republicano como “ameaça colonialista”.
Nas redes sociais, Gil Pinto criticou a postura do presidente norte-americano em orientar as companhias aéreas a evitar o espaço aéreo venezuelano. “Tais declarações constituem um ato hostil, unilateral e arbitrário, incompatível com os princípios mais básicos do direito internacional, e fazem parte de uma política permanente de agressão contra o nosso país, com intenções coloniais sobre nossa região da América Latina e do Caribe, em violação ao direito internacional”, publicou o chanceler.
Ainda no comunicado, o Ministério das Relações Exteriores pontuou que nenhuma autoridade estrangeira pode interferir, bloquear ou condicionar o uso do espaço aéreo do país. Outro ponto apresentado no posicionamento é que a ação dos EUA suspendeu de forma unilateral os voos de repatriação do programa “Plan Vuelta a la Patria”.
Em apelo à comunidade internacional, Nações Unidas e outras organizações multilaterais, o governo Venezuela pediu uma resposta firme ao que chamou de “ato imoral de agressão”, por considerar que a soberania nacional, do Caribe e do norte da América do Sul está em risco, e que irá responder com “dignidade e legalidade”.
Carolina Matta
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