O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se reuniu neste domingo (28) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Mar-a-Lago, clube privado do republicano localizado em Palm Beach, na Flórida. Ao lado do líder ucraniano, Trump afirmou que Rússia e Ucrânia estão nos estágios finais das negociações para a implementação de um plano de paz.
“Nós estamos nos últimos estágios de conversa. Se não (chegarmos a um acordo) essa guerra vai continuar por muito tempo, milhões serão mortos, e ninguém quer isso”, declarou Trump.
A reunião entre os dois chefes de Estado ocorre a portas fechadas no salão principal do complexo. Autoridades europeias devem acompanhar o diálogo por telefone, diante do impacto internacional do conflito.
A chegada de Zelensky acontece poucas horas após Trump afirmar que conversou por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Em publicação na rede social Truth Social, o republicano classificou a ligação como “boa e muito produtiva”. O enviado especial do Kremlin, Kirill Dmitriev, também descreveu o contato como produtivo.
O telefonema ocorreu em meio à intensificação dos ataques russos com mísseis e drones contra Kiev, o que aumentou a pressão internacional por avanços diplomáticos e deu caráter de urgência à reunião com o presidente ucraniano.
Histórico de encontros
Este é o quarto encontro entre Zelensky e Trump em busca de garantias de segurança para a Ucrânia. O episódio mais tenso ocorreu em fevereiro, quando os dois protagonizaram um embate no Salão Oval da Casa Branca.
Em agosto, os líderes voltaram a se reunir com a participação de representantes europeus. Já em outubro, Zelensky esteve em Washington para tentar obter mísseis de cruzeiro Tomahawk, pedido que acabou sendo recusado por Trump.
Pauta da reunião
Durante o encontro, o presidente da Ucrânia pretende apresentar um plano considerado viável para a paz, além de discutir garantias de segurança e a reconstrução do país após o conflito. Mais cedo, Zelensky afirmou que as decisões sobre o fim da guerra dependem diretamente do apoio dos aliados de Kiev.
Izabella Furtado
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