As tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos provenientes da China totalizam 145%, conforme anunciou a Casa Branca nesta quinta-feira (10).
De acordo com o governo americano, o aumento das tarifas sobre os produtos chineses, de 125%, anunciado no dia anterior, soma-se aos 20% de taxas já existentes antes de Trump iniciar a guerra comercial com quase todos os países do mundo, em 2 de abril. Esse aspecto não havia ficado claro até então.
A China foi o único país que Trump excluiu da "trégua" de 90 dias estabelecida na quarta-feira, enquanto continua as negociações com outros parceiros comerciais.
Segundo Trump, a China agiu com "falta de respeito pelos mercados" ao adotar medidas retaliatórias. Antes desse último aumento, os produtos chineses já estavam sujeitos a tarifas de 104%, e o país havia aplicado tarifas sobre produtos dos EUA em resposta às medidas americanas.
O regime de Xi Jinping deixou claro que tem "vontade firme" e "recursos abundantes" para responder "com determinação" caso os EUA decidam "intensificar ainda mais suas medidas econômicas e comerciais restritivas".
"Em algum momento, esperamos que, em um futuro próximo, a China perceba que a era de roubar os EUA e outros países não é mais sustentável ou aceitável", afirmou Trump em sua rede social, Truth Social.
Rauena Pinheiro
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