Em sua primeira viagem de Estado no segundo mandato à frente da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump discursou a diversos empresários no fórum de investimentos EUA-Arábia Saudita, realizado em Riad, capital saudita. Na ocasião, Trump também pressionou o Irã para um acordo nuclear. Na sua agenda no Oriente Médio, depois da Arábia Saudita, o líder norte-americano segue para o Catar e Emirados Árabes Unidos.
“A transformação que ocorreu sob a liderança do Rei Salman e do Príncipe Herdeiro Mohammed foi verdadeiramente extraordinário”, declarou o republicano no início do discurso.
O presidente norte-americano mencionou a tentativa de negociar com o Irã, enviando um novo alerta ao país. “Nunca acreditei em ter inimigos permanentes. Sou diferente do que muita gente pensa. Não gosto de inimigos permanentes. Às vezes, você precisa de inimigos para fazer o trabalho, e precisa fazê-lo direito. Inimigos te motivam”, afirmou.
Na tentativa de pressionar o país pelo acordo, Trump chegou a fazer uma ameaça. “Quero fazer um acordo com o Irã. Ficarei muito feliz se conseguirmos tornar a sua região e o mundo um lugar mais seguro. Mas se a liderança iraniana rejeitar este ramo de oliveira e continuar a atacar seus vizinhos, não teremos escolha a não ser infligir uma pressão massiva e máxima”, destacou o presidente dos EUA.
“Futuro melhor” para Gaza
No discurso, Donald Trump disse estar empenhado para cessar a guerra entre Israel e Hamas “o mais rápido possível”, visto que para ele, a melhoria de vida na região só pode advir de uma liderança que não escolha “sequestrar, torturar e atacar homens e mulheres inocentes para fins políticos”.
Defesa do fim do intervencionismo
Em meio a elogios sobre o desenvolvimento da Arábia Saudita e outros países do Golfo, Trump defendeu que a transformação veio a partir da autonomia dos governos dessas nações. “A grande transformação do Oriente Médio não veio do intervencionismo ocidental, espalhado com lições sobre como viver ou como governar os próprios assuntos. No fim das contas, os chamados construtores de nações destruíram mais nações do que construíram, e os intervencionistas, que mexeram em sociedades complexas que eles não entendiam”, ressaltou o presidente norte-americano.
Carolina Matta
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