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Internacional

Presidente Trump ignora negociações e avisa que taxará a União Europeia em 50%

A medida foi revelada em meio a negociações comerciais em andamento entre Washington e o bloco europeu.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (23), por meio de sua rede Truth Social, que pretende impor uma tarifa fixa de 50% sobre todos os produtos importados da União Europeia (UE), com início previsto para 1º de junho de 2025. A medida foi revelada em meio a negociações comerciais em andamento entre Washington e o bloco europeu.

"Recomendo uma tarifa fixa de 50% sobre a União Europeia a partir de 1º de junho de 2025. Não haverá tarifa se o produto for construído ou fabricado nos Estados Unidos", escreveu Trump.

Em sua publicação, o presidente norte-americano criticou duramente a UE, alegando que o bloco foi criado com o objetivo principal de "tirar vantagem dos Estados Unidos no comércio". Segundo ele, as negociações em curso não estão avançando de forma satisfatória.

Trump acusou a União Europeia de adotar práticas comerciais injustas e listou uma série de medidas que, segundo ele, prejudicam empresas norte-americanas, como barreiras tarifárias e não tarifárias, impostos sobre valor agregado (IVA), penalidades corporativas e manipulação monetária. "Essas práticas resultaram em um déficit comercial anual com os EUA de mais de US$ 250 bilhões, um valor totalmente inaceitável. Nossas discussões com eles não estão levando a lugar nenhum", afirmou.

Contexto das negociações

Em 10 de abril, a União Europeia havia anunciado a suspensão, por 90 dias, da aplicação de tarifas retaliatórias de 25% contra os Estados Unidos. A medida foi tomada após Trump recuar da implementação de um pacote tarifário anterior.

No entanto, no início de abril, Trump havia imposto tarifas de 25% sobre as importações de aço e alumínio provenientes da UE e aplicou taxas adicionais de até 20% sobre uma ampla gama de outros produtos europeus.

Com o novo anúncio, as tensões comerciais entre os EUA e a União Europeia voltam a se intensificar, lançando dúvidas sobre a continuidade das negociações e a possibilidade de um acordo bilateral a curto prazo.

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