Cuba, aliada do regime de Vladimir Putin, enviou cerca de 20 mil soldados para atuar na guerra da Rússia contra a Ucrânia, segundo denúncias feitas por opositores cubanos e confirmadas por autoridades ucranianas. A informação foi divulgada em maio durante uma coletiva da Assembleia de Resistência Cubana (ARC), realizada em Miami. De acordo com o parlamentar ucraniano Maryan Zablotsky, os dados foram fornecidos pela inteligência de seu país e apontam a participação ativa do regime cubano no envio de combatentes.
Entre junho de 2023 e fevereiro de 2024, ao menos 1.028 mercenários cubanos foram identificados com contratos firmados com as Forças Armadas da Rússia, segundo a Direção Geral de Inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia. Cerca de 40% deles teriam sido enviados diretamente por Havana, incluindo agentes das forças especiais. O restante dos combatentes chega à Rússia por meio de esquemas envolvendo coerção, corrupção e promessas enganosas de emprego.
De acordo com os relatos, muitos cubanos foram recrutados sob o pretexto de trabalharem como operários, seguranças ou trabalhadores da construção civil. No entanto, ao desembarcarem em território russo, são direcionados à linha de frente da guerra, sem possibilidade de retorno. A propaganda do governo cubano, em conjunto com a narrativa russa, tem atraído jovens em busca de oportunidades, mas a maioria descobre tardiamente que foi enganada.
As primeiras evidências da presença cubana na guerra surgiram em 2023, quando 259 combatentes com passaporte da ilha foram identificados. Um prisioneiro de guerra cubano também foi capturado na linha de frente. Desde então, estima-se que entre 200 e 300 cubanos recrutados tenham morrido em combate.
Davi Fernandes
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