Nesta quinta-feira (26), o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, voltou a fazer uma aparição pública após quase uma semana “desaparecido”. Uma onda de preocupação e diversos questionamentos por parte de autoridades e da própria população somaram-se à maior crise recente do país.
Khamenei voltou a se pronunciar por meio da agência estatal iraniana. Seu último pronunciamento havia sido no dia 22.
“Apesar de todo esse barulho e de todas essas alegações, o regime sionista quase entrou em colapso e foi esmagado pelos golpes da República Islâmica”, disse ele à agência de notícias IRNA, vinculada ao regime. O líder tentou declarar vitória, mas os ataques sofridos mostram que sua força interna foi abalada.
Apesar da enxurrada de perguntas feitas por programas televisivos iranianos, a autoridade máxima do país tem concedido apenas respostas discretas.
O chefe do escritório de arquivos de Khamenei, Mehdi Fazaeli, respondeu, após os ataques dos Estados Unidos, que as pessoas deveriam "rezar" pelo líder supremo, que está sendo protegido por responsáveis por sua segurança.
Segundo informações divulgadas pelo próprio regime, Khamenei está abrigado em um bunker desde o início dos ataques de Israel em solo iraniano e não faz uso de comunicação eletrônica para evitar tentativas de assassinato — como ocorreu com o Hezbollah no ano passado, no episódio conhecido como o dos "pagers explosivos". O grupo é um dos braços terroristas financiados por Teerã.
A falta de confiança cresce dentro do próprio país, causada pela ausência do líder em meio à crise mais grave que atingiu Teerã nos últimos anos.
Alice Gabrielly
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