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Suspeito de tentar matar Donald Trump pergunta à juíza por que não pode ser executado

Ele também comunicou à magistrada sua decisão de dispensar os advogados e se defender sozinho.

Ryan Wesley Routh, acusado de tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu uma carta incomum à juíza federal Aileen M. Cannon, responsável pelo caso, questionando por que a pena de morte não está sendo considerada e sugerindo que ele seja incluído em uma troca de prisioneiros com países adversários dos EUA. Routh propôs ser enviado à Sibéria em troca de um soldado ucraniano, e afirmou que preferia morrer tendo alguma utilidade do que enfrentar um longo processo judicial. Ele também comunicou à magistrada sua decisão de dispensar os advogados nomeados e se defender sozinho no julgamento.

Na carta protocolada no processo, Routh demonstrou frustração com a defesa, acusando seus advogados de ignorarem suas perguntas e de não manterem comunicação com ele. Segundo o réu, foi um erro infantil permitir que "um estranho aleatório" o representasse, e agora ele deseja assumir a própria defesa. Em trechos com tom de desespero, o acusado afirmou que pode lidar sozinho com sua autocrítica e que está preparado para "andar sozinho" no processo judicial.

Foto: Reprodução/TwitterRyan Wesley Routh, acusado de tentar assassinar o presidente dos EUA, Donald Trump
Ryan Wesley Routh, acusado de tentar assassinar o presidente dos EUA, Donald Trump

O conteúdo da carta traz ainda ironias e provocações. Routh sugere que a juíza poderia deportá-lo para países como China, Irã ou Coreia do Norte, o que, segundo ele, seria uma “vitória diplomática fácil” para Trump, ao entregar “um americano que ele odeia”. Em outro trecho, ele lamenta estar consumindo o tempo da Justiça, referindo-se a si mesmo como “insignificante e inútil”. Ele também pede desculpas à juíza por dificultar o andamento do processo ao dispensar a equipe de defesa.

Além das críticas e pedidos incomuns, Routh também reflete sobre dignidade e caráter. Segundo ele, seus advogados o orientaram a não abordar questões pessoais durante o julgamento, mas ele discorda, argumentando que sem ética, moral ou substância, não há sentido na vida nem em qualquer debate. As declarações de Routh mostram um forte sentimento de desesperança e uma tentativa de dar sentido à própria existência por meio do julgamento.

O crime pelo qual Routh é acusado aconteceu em 15 de setembro, quando, segundo os promotores, ele montou um esconderijo próximo ao Trump International Golf Club, em West Palm Beach, na Flórida. Armado com um fuzil SKS obtido ilegalmente, ele aguardava a chegada de Trump para jogar golfe, mas foi localizado por agentes do Serviço Secreto antes de agir. Ao ser abordado, houve troca de tiros, e Routh fugiu, abandonando a arma. Ele foi preso no mesmo dia, carregando um plano de fuga, celulares descartáveis, identidades falsas e placas de veículos roubadas.

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