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Internacional

Ataque russo a uma penitenciária da Ucrânia mata 16 pessoas

O governador da região, Ivan Fedorov, relatou que o bombardeio destruiu edificações da prisão.

Um ataque atribuído às Forças Armadas da Rússia atingiu uma penitenciária localizada em Zaporíjia, no Sudoeste da Ucrânia, e resultou em 16 mortos e pelo menos 35 feridos, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (29), pelas autoridades militares ucranianas.

Por meio do Telegram, o governador da região, Ivan Fedorov, relatou que o bombardeio destruiu edificações da prisão e causou danos também em residências vizinhas. Conforme detalhou, oito ataques foram realizados no distrito, utilizando bombas aéreas de alto impacto.

Foto: Reprodução/Ministério da Justiça da UcrâniaAtaque russo a uma penitenciária da Ucrânia deixa 16 mortos
Ataque russo a uma penitenciária da Ucrânia deixa 16 mortos

O chefe de gabinete da Presidência ucraniana, Andriy Yermak, condenou a ofensiva e a classificou como “outro crime de guerra” cometido pela Rússia. “O regime [do presidente russo Vladimir] Putin, que também emite ameaças contra os Estados Unidos através de alguns de seus porta-vozes, deve enfrentar golpes econômicos e militares que o privem da capacidade de fazer guerra”, disse.

Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, a região de Zaporíjia tem sido uma das mais atacadas, sendo alvo constante de drones, mísseis e bombas aéreas lançados por Moscou. Localizada no sudeste do país, às margens do Rio Dnipro e a cerca de 520 quilômetros da capital Kiev, a cidade também abriga a usina nuclear de Zaporíjia — a maior da Europa —, que tem gerado preocupação internacional devido ao risco de acidentes envolvendo material radioativo.

Logo no início do conflito, a Rússia declarou unilateralmente a anexação de partes de Zaporíjia, assim como de outras três regiões ucranianas, medida considerada ilegal tanto por Kiev quanto por governos ocidentais.

Apesar de ambos os lados negarem a intenção de atingir civis durante a guerra, o conflito já provocou a morte de milhares de não combatentes, sendo a maioria de nacionalidade ucraniana.

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