Na última sexta-feira (15), a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) relatou um aumento nos casos de sarampo nas Américas, com foco na América do Norte, em meio ao crescente número de mortes pela infecção no México, nos Estados Unidos e no Canadá.
A agência da ONU afirma que os surtos estão relacionados à baixa cobertura vacinal, já que 71% dos casos ocorreram em pessoas não vacinadas, além de 18% de indivíduos com status de vacinação desconhecido.
10.139 casos de sarampo e 18 mortes relacionadas haviam sido confirmados em 10 países das Américas, até o dia 8 de agosto, em comparação com o mesmo período em 2024, os números representam um aumento de 34 vezes, conforme os números da OPAS.
A maioria das mortes no México – 14 das 18 – ocorreu em indígenas entre 1 e 54 anos, disse a OPAS. Ainda teve outras três nos Estados Unidos e uma no Canadá.
"O sarampo é prevenível com duas doses de uma vacina, que é comprovadamente muito segura e eficaz. Para interromper esses surtos, os países devem fortalecer urgentemente a imunização de rotina e realizar campanhas de vacinação direcionadas em comunidades de alto risco", disse Daniel Salas, responsável pela imunização na OPAS.
Além de ser altamente contagioso, o sarampo se espalha rapidamente entre pessoas não vacinadas, especialmente crianças, segundo a OPAS.
Um estudo recente dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos EUA, mostrou que as taxas de vacinação para várias doenças, incluindo sarampo, difteria e poliomielite, diminuíram entre crianças do jardim de infância nos EUA no ano letivo 2024-25 em comparação com o ano anterior.
Alice Gabrielly
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